SEM MORAL
Investigada pela PF em recém-operação, mulher de prefeito participa de inauguração de rede de mercados
Ao todo, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão na casa de seis investigados pela prática de crime eleitoral em Cuiabá e Rondonópolis. Outro alvo é o presidente da Câmara de Vereadores Roni Magnani (PSB).
05 de Novembro de 2022, 07h59
A esposa do prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (PSB), Neuma de Morais (PSB) foi um dos alvos da Polícia Federal nesta sexta-feira (4). Ao todo, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão na casa de seis investigados pela prática de crime eleitoral em Cuiabá e Rondonópolis. Outro alvo é o presidente da Câmara de Vereadores Roni Magnani (PSB).
Em um dia anterior, a esposa do prefeito participou de uma inauguração de uma rede de supermercados. O Grupo Pereira um dos sete maiores do setor alimentício do país, e que em 2022 completa 50 anos de atividade, inaugurou na quinta-feira (3) em Rondonópolis a sua 29ª loja Comper supermercado atacarejo para atender exclusivamente o varejo.
A vinda do Grupo Pereira para Rondonópolis cujos investimentos orçados estão na ordem de R$ 150 milhões, integram dois grandes projetos; o do supermercado (Comper) e do Fort Atacadista que será construído na avenida Goiânia, região do conjunto São José.
Neuma, já se fala nos bastidores, que está sem moral. Ela disputou uma vaga na Câmara Federal, porém, não obteve êxito tendo recebido 44.931 votos válidos nas urnas. Já Roni Magnani foi candidato a deputado estadual e alcançou 20.928 votos, ficando com a segunda suplência do partido.
Ambos são apoiadores do prefeito Zé do Pátio e são acusados de compra de votos. OPERAÇÃO As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um dos investigados, o qual se dizia assessor e intermediário político de dois candidatos, sendo uma candidata a deputada federal e o outro candidato a deputado estadual.
Na ocasião da prisão em flagrante, foram apreendidos em poder do investigado mais de R$ 11 mil, material de campanha dos dois candidatos, lista de eleitores supostamente cooptados, dentre outros elementos probatórios. No decorrer das investigações, a Polícia Federal constatou que o preso era intermediário dos candidatos e oferecia dinheiro pelo apoio político de lideranças partidárias nos bairros e era responsável de pagar pelo voto dos eleitores que eram cooptados.