Câmara Municipal ainda não sabe se terá 'direito' de analisar terrenos vendidos pela Prefeitura

por GazetaMT

05 de Dezembro de 2012, 12h34

Câmara Municipal ainda não sabe se terá 'direito' de analisar terrenos vendidos pela Prefeitura
Câmara Municipal ainda não sabe se terá 'direito' de analisar terrenos vendidos pela Prefeitura

Até a manhã de hoje (05) a Câmara de Vereadores de Rondonópolis não havia informado oficialmente se vai ou não analisar a venda dos 19 terrenos da reserva do município, aprovada na semana passada pelo Conselho de Desenvolvimento de Política Industrial do Município (Codipi).

Na Prefeitura já é quase o consenso que as transações podem ser feitas ignorando os 'nobres' parlamentares. Porém, alguns vereadores ouvidos pela coluna acreditam que o aval da Câmara é fundamental - para assegurar a integridade do patrimônio público, o respeito às leis e a própria credibilidade do Poder Legislativo.

Não custa lembrar que os dez veradores que mudaram a Lei Orgância para permitir a alienação de bens do município por prefeitos em fim de mandato haviam prometido que nenhuma área seria comercializada sem prévio aval da Câmara Municipal.

O pior é que não param de chegar denúncias colocando sob suspeita as decisões do Codipi. Uma delas dá conta que o prefeito teria nomeado vários assessores na última hora para assegurar a maioria necessária à aprovação das transações.

A complicação é ainda maior porque nem os vereadores sabem direito quanto a Prefeitura pode arrecadar com as vendas, ou mesmo o tamanho das áreas e o nome dos beneficiários.

Já se sabe, no entanto, que uma pequena empresa da Vila Operária teria recebido um terreno de 28 mil metros quadrados para montar uma fábrica de pinga. Vai ser interessante ver os vereadores evangélicos e católicos justificando essa 'benesse' danosa para uma atividade idem.

Estamos de olho...