Município ignora conselhos de ONG sobre combate à corrupção
05 de Dezembro de 2012, 15h00
Nossas autoridades bem que poderiam dar uma olhadinha nas conclusões apresentadas hoje pela Transparência Internacional durante a divulgação do relatório que mediu a percepção de corrupção em mais de 170 países.
O índice, divulgado anualmente pela ONG, mostra o Brasil na vergonhosa 69ª posição, mas traz dicas preciosas para reverter o quadro. Dicas que podem (e devem) ser aplicadas em todas as esferas do Poder Público.
Dentre os 'conselhos' há destaque para duas ações: 1) Dar transparência aos dados e informações referentes aos órgãos públicos e sua atuação, permitindo o livre acesso a todos; e 2) Conceder mais espaço para a sociedade participar dos debates que envolve a gestão dos recursos públicos.
Em Rondonópolis tem ocorrido exatamente o inverso. Mesmo os vereadores alegam não ter informações claras sobre o que é feito com o patrimônio do município. Nada é discutido com a sociedade. Até os seminários e audiências exigidos por lei ocorrem quase na surdina, de modo a dificultar a participação da população.
Infelizmente a ONG não mede a percepção de corrupção nos municípios. Mas, a julgar pelas práticas em voga, não é preciso ser um cientista para perceber que as coisas por aqui não vão nada bem...