nas grades
STF manda prender mais quatro condenados do mensalão; Henry continua solto
Os mandados de prisão são contra o deputado Valdemar Costa Neto, os ex-deputados Pedro Corrêa e Bispo Rodrigues, e Vinícius Samarane
05 de Dezembro de 2013, 16h22
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, mandou prender mais quatro réus condenados no processo do mensalão. Os mandados de prisão, que foram expedidos nessa quinta-feira, 5, são contra o deputado Valdemar Costa Neto (PR/SP), os ex-deputados Pedro Corrêa (PP/PE) e Bispo Rodrigues (antigo PL), e Vinícius Samarane, ex-diretor do Banco Rural.
Até o momento, eles ainda permanecem soltos, mas podem ser presos a qualquer momento. Com esses mandados de prisão, 19 dos 25 condenados no julgamento já tiveram emitidos contra si mandado de execução da pena.
Doze foram expedidos durante o feriado de 15 de novembro e 11 já começaram a cumprir a pena, entre eles os petistas José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, além de Marcos Valério, operador do esquema. O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, está foragido. Outros três vão cumprir penas alternativas - multas e prestação de serviços.
Já o deputado mato-grossense Pedro Henry (PP) continua solto, mas também na eminência de ter o mandado de prisão expedido a qualquer momento. Para que o STF mande prendê-lo, falta ainda um parecer do Ministério Público.
Quanto a Rogério Tolentino, ex-advogado de Valério, já há um parecer do procurador opinando pela rejeição do recurso e depende agora do ministro Barbosa decretar o trânsito em julgado.
O ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema, também ainda não teve o seu mandado de prisão executado porque o Judiciário aguarda laudo de uma perícia médica que o avaliou na quarta, 4. A sua prisão ou não dependerá desse laudo.
Do total, três réus ainda não podem ser presos porque têm direito a recursos em todos os crimes pelos quais foram condenados.
Valdemar Costa Neto anunciou nessa tarde a sua renúncia ao mandato de deputado federal para fugir da cassação.
(Com informações do site Uol)