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Mudanças no Farmácia Popular serão debatidas em audiência nesta terça (05)

Com as mudanças anunciadas pelo governo pacientes deixarão de receber mais de 100 tipos de remédios

por GazetaMT

05 de Dezembro de 2017, 08h05

Mudanças no Farmácia Popular serão debatidas em audiência nesta terça (05)
Mudanças no Farmácia Popular serão debatidas em audiência nesta terça (05)

As comissões de Legislação Participativa; de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público discutem nesta terça-feira (5) as mudanças feitas pelo governo no programa Farmácia Popular.

Até junho, o programa tinha duas modalidades: a rede própria e o Aqui Tem Farmácia Popular. Nesta segunda modalidade, explica a deputada Flávia Morais (PDT-GO), o paciente vai com a receita em qualquer farmácia conveniada e recebe um desconto na hora da compra. 

"Nesse caso são 25 remédios na lista do programa. Essa modalidade permanece", explica a parlamentar, que pediu a realização do debate.

Já na rede própria, o paciente retira o medicamento em farmácia própria do programa, que é um estabelecimento público gerenciado diretamente pelo Ministério da Saúde. "A diferença é que nessas farmácias populares do governo a lista soma 112 medicamentos", compara Flávia Morais.

Em junho, o governo anunciou que deixaria de repassar verbas para essa modalidade. Em vez disso, os recursos serão encaminhados para estados e municípios fazerem a compra direta de medicamentos.

O Ministério da Saúde justifica que os gastos com a compra de medicamentos representavam apenas 20% do orçamento de R$ 100 milhões do programa. O restante, R$ 80 milhões, era gasto na manutenção de infraestrutura das farmácias. Além disso, o ministério argumenta que as unidades próprias representam 1% do total de unidades privadas credenciadas. 

A parlamentar afirma, no entanto, que, com fim da rede própria do Farmácia Popular, os pacientes deixarão de receber mais de 100 tipos de remédios. "Quem mais sofrerá com o desabastecimento serão as famílias pobres do interior dos estados", lamenta.