“MÃO DUPLA”

Defaz deflagra operação contra esquema de venda de exames no Detran em MT

Estão sendo cumpridos 38 mandados de prisão e busca e apreensão em cinco municípios e também na Capital.

por Estevan de Melo

05 de Dezembro de 2018, 07h00

Defaz deflagra operação contra esquema de venda de exames no Detran em MT
Defaz deflagra operação contra esquema de venda de exames no Detran em MT

Reprodução / Alair Ribeiro

Atualizada - 07h40 - A Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz) deflagrou a operação Mão Dupla na manhã desta quarta-feira (05), contra esquema de vendas de exames práticos no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran), em Mato Grosso.

De acordo com a polícia foram expedidos 60 ordens judiciais, sendo 25 mandados de prisão preventiva e 35 buscas e apreensões nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, São Félix do Araguaia, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Tangará da Serra, Juína e Rondonópolis.

As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Do total de mandados, 20 são servidores do Detran-MT (Cuiabá e Tangará da Serra) e 15 particulares em colaboração, que são instrutores e donos de autoescola, com atuação conjunta de servidores que montaram um “verdadeiro balcão de negócios” dentro do órgão para o comércio de CNH’s.

As investigações do caso deram início após informações repassadas pela Coordenadoria de Fiscalização de Credenciados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), e denúncias que chegaram à Especializada, sobre a venda ilícita de CNH.

A organização criminosa operava no agenciamento de candidatos que não detém capacidade técnica, para serem aprovados nos exames práticos e teóricos de direção veicular.

Eles eram cooptados a fazer o pagamento da CNH, sem necessidade de realizar os testes, apenas assinavam as listas de presença e os laudos de provas. Após iam embora sem realizá-los.

Durante os trabalhos investigativos foram juntado aos autos 21 confissões de candidatos que confirmaram o pagamento de valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 4 mil, para serem aprovados sem a necessidade de realizar as provas do Detran.

Segundo o delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside e coordena a operação, foi revelado a existência de corrupção sistêmica, praticada por servidores do Detran-MT, refletindo na segurança das vias terrestres com proporções no território estadual e nacional.

“Nenhum mato-grossense fica imune às ações dessa organização criminosa, haja vista que todos utilizam as vias terrestres brasileiras e mato-grossenses e estão sujeitos a serem vítimas de condutores incapacitados para trafegar pelas vias em veículos automotores”, destaca o delegado. (Com assessoria)