“MÃO DUPLA”
Defaz deflagra operação contra esquema de venda de exames no Detran em MT
Estão sendo cumpridos 38 mandados de prisão e busca e apreensão em cinco municípios e também na Capital.
05 de Dezembro de 2018, 07h00

Atualizada - 07h40 - A Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra Administração Pública (Defaz) deflagrou a operação Mão Dupla na manhã desta quarta-feira (05), contra esquema de vendas de exames práticos no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran), em Mato Grosso.
De acordo com a polícia foram expedidos 60 ordens judiciais, sendo 25 mandados de prisão preventiva e 35 buscas e apreensões nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, São Félix do Araguaia, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Tangará da Serra, Juína e Rondonópolis.
As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Do total de mandados, 20 são servidores do Detran-MT (Cuiabá e Tangará da Serra) e 15 particulares em colaboração, que são instrutores e donos de autoescola, com atuação conjunta de servidores que montaram um “verdadeiro balcão de negócios” dentro do órgão para o comércio de CNH’s.
As investigações do caso deram início após informações repassadas pela Coordenadoria de Fiscalização de Credenciados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), e denúncias que chegaram à Especializada, sobre a venda ilícita de CNH.
A organização criminosa operava no agenciamento de candidatos que não detém capacidade técnica, para serem aprovados nos exames práticos e teóricos de direção veicular.
Eles eram cooptados a fazer o pagamento da CNH, sem necessidade de realizar os testes, apenas assinavam as listas de presença e os laudos de provas. Após iam embora sem realizá-los.
Durante os trabalhos investigativos foram juntado aos autos 21 confissões de candidatos que confirmaram o pagamento de valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 4 mil, para serem aprovados sem a necessidade de realizar as provas do Detran.
Segundo o delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside e coordena a operação, foi revelado a existência de corrupção sistêmica, praticada por servidores do Detran-MT, refletindo na segurança das vias terrestres com proporções no território estadual e nacional.
“Nenhum mato-grossense fica imune às ações dessa organização criminosa, haja vista que todos utilizam as vias terrestres brasileiras e mato-grossenses e estão sujeitos a serem vítimas de condutores incapacitados para trafegar pelas vias em veículos automotores”, destaca o delegado. (Com assessoria)