CONTRA MEDIDAS DE MAURO

Assembleia geral delibera por paralização de 24h aos profissionais da educação em MT

A decisão vem em manifestação contra as medidas adotadas pela atual gestão, que congelou os salários dos servidores com o calote da RGA.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

05 de Fevereiro de 2019, 08h28

Assembleia geral delibera por paralização de 24h aos profissionais da educação em MT
Assembleia geral delibera por paralização de 24h aos profissionais da educação em MT

Assessoria

Em assembleia geral realizada na segunda-feira (04), os profissionais da educação de Mato Grosso decidiram por unanimidade, a realização de uma paralisação da rede estadual de ensino. A medida foi tomada por causa do pacote anticrise sancionado pelo Governo Mauro Mendes (DEM), que ‘congelou’ alguns direitos do funcionalismo público.

Foi definido que no dia 12 os professores integraram uma paralisação unificada no Estado.

De acordo com o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, a paralisação é uma forma de alerta para que o chefe do Executivo repense a forma que vem agindo com os servidores.

“Em Mato Grosso o pacote de Mauro Mendes já congelou os salários dos servidores com o calote da RGA de 2018, e a suspensão da revisão pelos próximos dois anos. O estado de alerta é um indicativo para o governo reavaliar a postura e buscar uma negociação”, esclarece.

O conjunto de medidas aprovadas na Assembleia Legislativa (AL), no mês passado, que visa o equilíbrio fiscal do Estado são; um conjunto de leis que propõem a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) apenas com dinheiro em caixa, alterações nas regras do MT Prev e a reforma administrativa, que, entre outros pontos, reduz de 24 para 15 o número de secretarias, Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado (LFR); e o aumento da alíquota de contribuição da Previdência Social dos servidores de Mato Grosso.

Para o sindicalista, as medidas adotadas atacam frontalmente os direitos dos servidores públicos estaduais.

"O pacotão não somente atacam os servidores da ativa, compromete também os aposentados, não podemos perder os direitos conquistados pelos servidores", declarou.

Durante a assembleia geral, ainda ficou salientado que uma greve geral unificada não foi descartada.

“A nossa orientação será para o enfrentamento, com a adesão na paralisação unificada do dia 12. Defendemos o estado de alerta e a assembleia permanente, podendo nos mobilizar para uma greve a qualquer momento", finalizou presidente do Sintep.