OPERAÇÃO PARASITA
Chefe do CV preso na PCE lidera esquema que movimentou mais de R$ 18 milhões
Luciano Mariano da Silva, conhecido como 'Marreta', é o principal alvo da operação, deflagrada nesta sexta-feira (05).
05 de Fevereiro de 2021, 08h30
Um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV-MT), Luciano Mariano da Silva, conhecido como 'Marreta', é o principal alvo da 'Operação Parasita', deflagrada nesta sexta-feira (05), em quatro estados.
A operação cumpre 21 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Além destas medidas, a justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais) nas contas dos investigados, além do sequestro de diversos imóveis, valores em espécie e veículos pertencentes aos criminosos.
A operação tem como objetivo de desarticular uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes conexos. Ao todo, o grupo movimentou mais de R$ 18 milhões.
De acordo com as investigações, Marreta era responsável por comandar o esquema de lavagem de dinheiro da organização.
A organização criminosa funcionava como uma espécie de franquia do crime, com conexões e relações comerciais com outras organizações criminosas, dentro e fora de Mato Grosso.
Os integrantes pagavam taxas mensais e eram obrigados a repassar boa parte dos lucros das atividades aos líderes.
Morte na PCE
Em outubro de 2019, Marreta foi apontado como o autor do assassinato do colega de cela, Paulo Cesar dos Santos, conhecido como "Petróleo".
Questionado sobre o crime, Marreta chegou a afirmar que matou o colega de cela pois Luciano estaria o prejudicando.
Petróleo foi morto dois dias depois de um interrogatório no Fórum de Cuiabá, por conta da Operação Assepsia.
A operação localizou no dia seis de junho, 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido, que seriam entregues na PCE.