ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Sachetti não descarta candidatura nem apoio a outro candidato
Para Carlos Vanzeli (PDT), o Movimento Mato Grosso Muito Mais está em uma posição bastante confortável, por contar com Percival e Sachetti
05 de Março de 2012, 11h58
Depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de não permitir a candidatura de políticos que tiveram as contas de campanhas eleitorais rejeitadas, o que coloca o deputado Estadual Percival Muniz (PPS) em uma situação bastante delicada, o nome do empresário e ex-prefeito Adilton Sachetti (PDT) volta com força no Movimento Mato Grosso Muito Mais, que integra PSB, PPS, PDT e PV.
Em entrevista à redação do GazetaMT, Sachetti afirmou que a probabilidade de ser candidato é quase nenhuma, mas não descartou totalmente a possibilidade. "Não posso dizer que desta água não beberei", destacou e relembrou que está a serviço do partido.
Sachetti também explicou que a lei da Ficha Limpa e a nova resolução do TSE tende a mudar alguns rumos nas eleições e ressaltou que, apesar de ele responder a vários processos na Justiça (a maior parte referente às suas empresas), não foi condenado em nenhum deles.
"Também respondo por processos de improbidade administrativa enquanto era prefeito de Rondonópolis, mas, com as provas que tenho, não acredito em condenação. Mas garanto que sou ficha limpa e não tive as contas reprovadas da campanha", argumentou.
O ex-prefeito também afirmou que por questões de trabalho passou os últimos três anos um pouco afastado de Rondonópolis e que agora pretende estar mais presente. "Eu quero o melhor para a cidade, indiferente de ser Prefeito", concluiu.
Para o presidente do diretório do PDT em Rondonópolis, Carlos Vanzeli, o Movimento Mato Grosso Muito Mais será mantido, indiferente do nome escolhido para disputar a Prefeitura. Hoje, o movimento tem dois nomes indicados como pré-candidatos, Percival Muniz (PPS) e o próprio Carlos Vanzeli (PDT). "Primeiro não acredito na inelegibilidade de Percival, mas o fato de ele poder ser candidato não descarta uma decisão interna do movimento", afirmou.
Vanzeli ressaltou que Sachetti não indicou, até o momento, a possibilidade de ser pré-candidato, mas se comprometeu a participar diretamente do próximo pleito. "Ele compreendeu que precisamos dele nestas eleições e no partido. Hoje ele não é mais o soldado do PDT, como ele mesmo se define, ele está no núcleo principal de decisões do partido".
CALMARIA
Vanzeli também destacou que o Movimento Mato Grosso Muito Mais está em uma posição, até o momento, bastante confortável, por contar com nomes como Percival Muniz e Adilton Sachetti. "Qualquer nome que será escolhido será pensando na cidade. É mais importante debater a cidade que um nome", declarou.