Fase: Ameaça de greve e mistério da auditoria são próximos desafios da prefeita de Pedra Preta
05 de Março de 2014, 05h00
Na última segunda-feira a Câmara de Pedra Preta decidiu arquivar uma denúncia contra a prefeita Mariledi Araújo (PDT) envolvendo a ocupação de um prédio na área central da cidade. A dona do imóvel queria que a prefeita fosse investigada por improbidade, mas os vereadores acharam melhor deixar o caso na esfera judicial - onde já é alvo de um processo.
Mal saiu daquela enrascada, a prefeita já tem pela frente outros dois abacaxis. O primeiro envolve os servidores municipais. Eles ameaçam paralisar as atividades no final deste mês se a Prefeitura não apresentar um Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Mariledi até já enviou para a Câmara um projeto prevendo Concurso Público neste ano, mas, até o momento, não há nem sinal do PCCS.
O outro abacaxi é mais espinhento. Tem a ver com a auditoria feita no ano passado sobre a situação financeira da Prefeitura. O estudo confirma que Mariledi recebeu o município numa situação caótica, e aponta fortes indícios de corrupção envolvendo gente da gestão anterior e empresários conhecidos na cidade e na região.
Apesar de ter pago a auditoria com recursos públicos e, na época, ter prometido total transparência, até hoje a prefeita não divulgou o resultado da auditoria.
Uma fonte de coluna diz que o sigilo visa proteger antigos adversários que se tornaram aliados. E já tem gente falando em recorrer ao Ministério Público para ter acesso às informações que são mantidas em profundo segredo pela administração.
Aguardem os próximos capítulos...