sem PCCS
Descontentes, servidores de Pedra Preta ensaiam greve
Os servidores cobram do Executivo a elaboração de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)
05 de Março de 2014, 17h15
Os servidores municipais da vizinha Pedra Preta cobram do Executivo a elaboração de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e se mostram descontentes com o envio de um projeto de lei para a Câmara, que regulamenta algumas carreiras do funcionalismo, mas deixa outras de fora. De acordo com a categoria, o projeto cria carreiras e regulamenta as existentes, mas deixa muitas de fora, o que tem gerado a desconfiança nos trabalhadores.
"Esse projeto tem pontos positivos, mas nós desconfiamos que ele é uma tentativa de não aprovar o nosso PCCS. Mas, apesar de deixar algumas carreiras de fora e dar aumento para alguns segmentos de servidores e para outros não, nós vemos avanços nele. Mas queremos discutir vários pontos com a prefeitura e não vamos abrir mão dos nossos direitos", adiantou Evair Cláudio de Lara, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Pedra Preta (Sispmupp).
Ainda segundo o sindicalista, o projeto de lei a prefeitura contem distorções e incoerências, como equiparar o salário de um motorista, que exige apenas o nível fundamental, ao de professor, que exige nível superior. Outro ponto citado por ele é o que regularização do cargo de monitor, mas deixa de fora o auxiliar de monitor, cargo que já existe na rede municipal de educação da cidade.
"Na verdade, entre outros pontos que não concordamos, o projeto quer aumentar a carga horária dos servidores das atuais 20 horas semanais para 40 horas, sem discutir com os próprios servidores e tem muita gente que não quer. Nós também questionamos o pagamento de um salário de R$ 5 mil para o cargo de contador, enquanto quer pagar apenas R$ 1.200 para os professores, muito abaixo do piso nacional da categoria, que é de R$ 1.614. Ou seja, esse valor está abaixo do mínimo exigido pelo Governo Federal, o que não aceitamos", pontuou o presidente do Sispmupp.
Por conta dessa distorção salarial, o sindicato entrou na Justiça com uma ação de Obrigação de Fazer contra a prefeitura, para exigir da mesma que pague ao menos o piso nacional para os professores.
PCCS
O sindicalista informou ainda que uma comissão composta por representantes do sindicato e da administração já teriam concluído as propostas de PCCS para a área da administração geral e da educação, enquanto que o da área da saúde está em vias de ser finalizado, mas a administração da prefeita Mariledi Coelho (PDT) teria ignorado os estudos e contratado a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para fazer estudo semelhante. "O que nós sentimos é que prefeita não quer discutir o assunto conosco e nós vamos aguardar o prazo que ela nos pediu, até 31 de março, mas depois nós queremos definições", concluiu.
O Sispmupp fará uma assembleia geral de servidores no próximo dia 20, para informar a categoria sobre as movimentações do Executivo, e, volta a se reunir no dia 1º de abril, para aí então analisar a proposta de paralisação.