PIRATARIA
PJC destrói 300 mil mídias piratas em ação contra crime organizado
Os produtos apreendidos em ações da Polícia Civil e Militar
05 de Março de 2016, 09h00
A destruição de 300 mil CDs e DVDs simboliza o combate ao crime de pirataria alimentado pelas organizações criminosas, que atuam no Estado de Mato Grosso na comercialização de produtos de falsificados. A inutilização das mídias aconteceu na tarde de quarta-feira (02.03), na área do Sesi Papa, dentro da operação da Secretaria de Segurança Pública, Carga Máxima.
Os produtos apreendidos em ações da Polícia Civil e Militar foram periciados e tiveram autorização da Justiça para destruição. A ação foi comandada pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), da Polícia Judiciária Civil, que guardava as mídias em depósitos deste o ano de 2006. O ato de destruição foi presenciado por autoridades da Segurança Pública, representantes de órgãos de Defesa do Consumidor, como a Superintendência de Proteção ao Consumidor (Procon), Comissão de Propriedade Intelectual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) e a Secretaria de Ordem Pública, da Prefeitura de Cuiabá.
A delegada da Decon, Ana Cristina Feldner, destacou que a simples comercialização de um CD falsificado fomenta o crime organizado. "Temos várias vertentes por trás da pirataria. Uma delas é que hoje é a segunda maior fonte de renda das organizações criminosas, que legalmente falando seria uma empresa constituída por pessoas com fins espúrios, que não é para o desenvolvimento da sociedade. Essa empresa é alimentada e a primeira fonte de renda é o tráfico de drogas e depois a fonte de renda maior vem da pirataria", disse.
Os produtos destruídos são resultados de apreensões ocorridas desde o ano de 2006, que foram acumulando em depósitos da Polícia Civil. Em 2005, ocorreu a última destruição com uso de rolo compressor. Na época foram destruídas 100 mil mídias. No ano de 2013, foi feita a reciclagem de 80 mil cds e dvds, mas depois a empresa fechou. "Com essa destruição descobrimos a possibilidade de usar para artesanato desse tipo. A gente pede para procurar a Decon que estaremos fazendo doações das próximas apreensões", finalizou a delegada Ana Cristina.
Uma pequena parte dos CDs e DVDs foi doada para artesões de Cuiabá, que aproveitam as mídias para confecção de peças de decoração e enfeites. Algumas dessas artes foram levadas para a área do Sesi Papa e apresentadas aos convidados pelos artesões, como as peças confeccionadas pela artesã Ana Paula Garcia. "Eu vivo de artesanato. Sai do meu emprego para me dedicar totalmente a ele. Com o CD dá para fazer muita coisa como porta-copos, porta-recados, enfeites para sala de aulas, para casa e artes sacras", afirmou.