TCE-MT

Tribunal de Contas vai ceder auditores para CPI

CPI investiga a emissão e pagamento de Cartas de Crédito a membros do Ministério Público do Estado (MPE)

por GazetaMT

05 de Março de 2016, 08h00

Tribunal de Contas vai ceder auditores para CPI
Tribunal de Contas vai ceder auditores para CPI

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Antonio Joaquim, reuniu-se na tarde desta terça-feira (01.03) com os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a emissão e pagamento de Cartas de Crédito a membros do Ministério Público do Estado (MPE).

O grupo de parlamentares, formado pelos deputado Max Russi - que preside a CPI, Oscar Bezerra, Dr. Leonardo e Zé Carlos do Pátio, recorreram ao TCE solicitando apoio, por meio da cessão de auditores para auxiliarem na análise e elaboração de pareceres sobre as informações contábeis levantadas pela comissão durante a investigação.

Para o presidente da CPI das Cartas de Crédito, a alta qualificação dos auditores do TCE será fundamental para que os deputados esclareçam todas as dúvidas sobre o processo e a legalidade dos créditos pagos ao Ministério Público.

O presidente do TCE considerou natural a solicitação de colaboração dos parlamentares da CPI das Cartas de Crédito. O conselheiro Antonio Joaquim lembrou que tal colaboração já é uma função do próprio Tribunal, que é um órgão independente e que compartilha a atividade de controle com o Poder Legislativo. "O Tribunal de Contas tem o dever de apoiar o Legislativo, ele tem esta atribuição compartilhada. Vamos disponibilizar os auditores solicitados. Aliás, já temos auditores à disposição da Assembleia, na CPI da Sonegação", destacou o conselheiro.

Os auditores solicitados para auxiliar a CPI das Cartas de Crédito serão liberados a partir da próxima semana. "Vamos nos organizar para atender ao Parlamento, pois temos metas a serem cumpridas também. Na próxima semana, designaremos os auditores que deverão auxiliar os deputados", disse o presidente do Tribunal.

Segundo Antonio Joaquim, o TCE está à vontade com a convocação de auditores para deporem na CPI das Cartas de Crédito sobre o processo que considerou legítimo os créditos pagos aos membros do MPE.

 

"Nossa decisão foi pública, está publicada em nosso site. Houve um relatório técnico e um voto aprovado, em plenário, por isso estamos tranquilos em relação a nossa decisão. Isso não impede investigações paralelas do Parlamento, um Poder autônomo e legítimo que tem essa atribuição. Não há nenhum desconforto para o Tribunal encarar isso como parte da democracia, como transparência e tranquilidade. Não somos a palmatória do mundo e não vemos nossas decisões como inatacáveis, se houver formas que nós não encontramos ou não detectamos de alguma irregularidade a CPI tem o dever de mostrar isso para toda a sociedade", afirmou o conselheiro.