SUPLEMENTAR
Mauro Mendes pede para eleição ao Senado ser adiada
05 de Março de 2020, 10h41
O governador Mauro Mendes (DEM) solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso um pedido administrativo para que seja adiada a eleição suplementar ao Senado marcada para o dia 26 de abril.
Coube ao secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, anunciar a medida em entrevista coletiva na sede do Palácio Paiaguás.
O principal argumento é que o Estado não detém dinheiro em caixa para patrocinar uma eleição suplementar orçada em R$ 8 milhões. Houve até mesmo o argumento de temor de proliferação do coronavírus, infecção respiratória que começou na China e tem se alastrado pelo país.
A proposta do Estado é que a eleição ao Senado seja realizada em outubro, em conjunto com as eleições de vereador e prefeito.
“Teremos eleições municipais em outubro e seria muito mais sensato, inclusive financeiramente, aproveitar essa mobilização e realizar a escolha tanto para vereadores e prefeitos, como para senador. A decisão cabe, logicamente, ao Tribunal Superior Eleitoral [TSE], mas o Governo argumentou que o pleito custa caro e esses recursos poderiam ser utilizados em investimentos para outras áreas, como saúde e educação”, pontuou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.
Se acolhido o pedido de Mauro Mendes para que não seja realizada a eleição suplementar, Carlos Fávaro assumiria o cargo até o final de outubro por conta do vencimento do prazo dado pelo Senado para concluir a cassação de Selma Arruda em um rito interno, que é o mês de abril.