ATAQUE TUCANO

Deputado do PSDB Nilson Leitão diz que PT continua mentindo em Brasília

por GazetaMT

05 de Abril de 2016, 07h19

Deputado do PSDB Nilson Leitão diz que PT continua mentindo em Brasília
Deputado do PSDB Nilson Leitão diz que PT continua mentindo em Brasília

Com Assessoria

Prestes a encerrar o prazo de defesa da presidente Dilma Rousseff na comissão especial que analisa a admissibilidade ou não do processo de impeachment, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), enfrentou os governistas para rebater a estratégia do planalto de usar programas sociais como o Bolsa Família, por exemplo, para justificar as pedaladas fiscais; base do pedido de impedimento que tramita na Casa.

Após a fala dos principais deputados da base de sustentação da presidente onde defenderam a legalidade dos atos assinados por Dilma, o parlamentar mato-grossense leu dados de uma planilha para provar que do montante das pedaladas, apenas uma pequena fração foi usada para manter em dia o benefício.

"Eles falam que todos esses recursos foram uma necessidade pra não deixar de atender aos programas sociais. É uma mentira deslavada. Dos R$ 57 bilhões das pedaladas fiscais, R$ 1,5 bilhão foram para o Bolsa Família - R$ 1,5 bilhão dos R$ 57 bilhões. R$ 22 bilhões foram para o BNDES. R$ 10 bilhões para o Fundo de Garantia, FGTS. Mais R$ 12 bilhões foram para o programa da safra agrícola e outros programas que foram custeados, que deveriam ser custeados pelo Tesouro Nacional. Deveria ser custeado com imposto arrecadado, mas não", disse Nilson Leitão.

O parlamentar disse ainda que o que fez faltar dinheiro foram os desvios e a falta de gerência praticados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), obras da Copa do Mundo e na Petrobras, levando o governo a buscar recursos para cobrir o rombo, em bancos públicos, o que configura crime de responsabilidade.

Nilson Leitão defendeu o impeachment da presidente dizendo que a população cansou do atual modelo de governo.

 

"O impeachment vai ocorrer porque a maior parte da população não aguenta mais o sofrimento de tanta mentira, de tanta corrupção, de tantos desmandos e tantos ataques à inteligência dos brasileiros", finalizou.

Na mesma sessão, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, apresentou a defesa da presidente, um documento com cerca de 200 páginas em que sustentou que a tentativa de impedimento da presidente Dilma Rousseff é um golpe em andamento.

Com a defesa apresentada, cabe agora ao deputado Jovair Arantes (PDT-GO), relator da comissão especial, apresentar o relatório final, o que deve acontecer na quinta-feira, segundo o parlamentar. A ideia é que o texto esteja pronto para discussão e votação já na próxima segunda-feira, dia 11.

A previsão inicial é que a votação da admissibilidade ou não do impeachment vá a plenário no dia 14, quinta-feira da próxima semana.