DESRESPEITO

Professores municipais são prejudicados por corte em benefícios

Sispmur apela para a Câmara de Vereadores para garantir o pagamento dos servidores

por Assessoria/Câmara de Vereadores

05 de Abril de 2017, 10h16

Professores municipais são prejudicados por corte em benefícios
Professores municipais são prejudicados por corte em benefícios

Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis - Sispmur foram à Câmara de Vereadores, pedir para que os legisladores intercedam junto ao prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), para o cumprimento da lei sobre o pagamento do auxílio transporte para os profissionais que atuam na zona rural. Os sindicalizados alegam que a lei refere-se ao pagamento do subsídio com base no salário mensal, mas que a administração está fazendo o pagamento em cima dos 21 dias trabalhados. 

 A presidente do sindicato, Geane Lina Teles, explicou que encaminhou um documento solicitando informações referentes ao cumprimento da lei ao departamento jurídico da Secretaria de Educação e que este foi encaminhado ao Procurador Geral do Município para um parecer do parecer. Os vereadores não gostaram da medida adotada pela equipe de Pátio e prometeram endurecer quanto à questão.  

Vereador Cláudio da Farmácia disse que cansou de cobrar o cumprimento da lei. Foto: Luan Dourado/GazetaMT "Fui três vezes ao procurador e foi só enrolação, ele não está nem aí! Quero pedir para que os vereadores da base do prefeito intercedam quanto a essa questão, porque se deixar como está o procurador vai empurrar por um bom tempo. O prefeito diz que está fazendo economia, mas tirar do trabalhador é inadmissível. Tira dos secretários, dele [Zé], mas do trabalhador não. A lei está aí e deve ser cumprida", defendeu o vereador Claudio da Farmácia (PMDB). 

Os vereadores e professores Silvio Negri (PC do B) e Sidnei Fernandes (PDT) defenderam a categoria e disseram entender os problemas enfrentados pelos colegas. "Conheço de perto, pois tenho muitos amigos que trabalham na zona rural e atendem suas escolas aos finais de semana e estes vão ficar sem receber? Não pode!", disse o vereador professor Sidnei Fernandes. 

 O vereador Bilu do Depósito de Areia disse que os profissionais que trabalham na zona rural são guerreiros. "Tem profissional indo trabalhar domingo para garantir internet na escola. O pagamento deste subsídio é direito garantido em lei e nós vamos lutar para que o prefeito cumpra".

 Da base do prefeito, o vereador Vilmar Pimentel (SD) disse estar preocupado com a situação. "O prefeito diz que está economizando, mas não cumprir a lei é outra coisa. A prefeitura não tem que dar lucro, tem que levar serviços de qualidade para a população. Os PSFs estão sem médicos, os professores sem receber. Eles estão enganando o povo", acusou Pimentel. 

  "Gostaria de apresentar uma situação melhor e mais produtiva. Pedir parecer no parecer? É muita falta de preparo da Secretaria. Estamos com dificuldade em agendar reuniões, mas vou marcar com o prefeito e levar esta situação à ele. Não prometo resolver, mas vou pedir. Terei um posicionamento firme quanto à esta situação e orientarei o prefeito para que cumpra a lei", disse o líder do prefeito na Casa de Leis, Juary Miranda (SD).

O vereador e presidente da Casa de Leis, Rodrigo da Zaeli (PSDB), explicou que foi até a secretária de Educação, Carmem Monteiro, para cobrar resposta quanto ao pagamento do auxílio para os profissionais da educação que atuam na zona rural. "Ela disse que não iria descontar, pagaria o que a lei pede e, em contra partida, aguardaria um parecer jurídico referente ao subsídio. Se fosse julgado irregular o pagamento com base no salário mensal, tomaria as providências, mas somente após o parecer. Não podemos brincar com os profissionais, o pagamento não é em cima dos dias trabalhados e sim sob o salário base. Está faltando respeito ao servidor. Daqui uns dias a administração vai ter que pagar com correção e juros, aí a situação vai ficar pior", argumentou. 

 Ele disse ainda que vai encaminhar à secretária Carmem Monteiro e ao procurador jurídico Anderson Flávio Godoy, um documento solicitando o comparecimento de ambos para prestarem esclarecimentos acerca do problema. "Se estiverem certos, que nos convençam, dentro da lei", concluiu.