FINAL FELIZ

Bebê salva pelo Samu dentro da ambulância recebe alta da Santa Casa

Luísa Vitória ficou quase 30 dias internada na UTI após ser reanimada pela equipe de socorristas

por Robson Morais

05 de Abril de 2017, 10h26

Bebê salva pelo Samu dentro da ambulância recebe alta da Santa Casa
Bebê salva pelo Samu dentro da ambulância recebe alta da Santa Casa

Evilásia Soares (enfermeira), Luciana Horta (médica) e Genivaldo Gomes Júnior (do Corpo de Bombeiros) participaram da ocorrência. Foto: Luan Dourado/ GazetaMT

A bebê Luísa Vitória, internada desde o dia 17 de fevereiro na Unidade de Terapia Intensiva -UTI da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis, recebeu alta na manhã desta quarta-feira, 5. A recém-nascida teve o parto realizado dentro da ambulância pela equipe do Samu, quando a mãe já se encontrava em óbito.

Durante os 50 dias na Santa Casa, sendo quase 30 destes de internação na UTI, a evolução do quadro de saúde da menina passou por momentos delicados. A alta médica estava prevista para 7 dias antes, última quarta-feira, 29 de março, mas teve de ser cancelada.

Uma semana depois, nos braços do socorrista Genivaldo Gomes Júnior, cabo do Corpo de Bombeiros que dirigia a ambulância na noite da ocorrência, a menina foi, enfim, trazida ao corredor da unidade hospitalar. "Se tem algo gratificante é este momento de agora. O trabalho foi difícil, mas saber que fizemos parte do salvamento desta vida vale todo o esforço", diz. "Houve quem não acreditasse que esta história teria um final feliz, nos criticaram. Só tenho a dizer que faria tudo de novo, assim como toda a equipe. Fazemos com amor e esta é a prova de que o trabalho foi válido", completa.

O parto dentro da ambulância foi realizado pela médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Luciana Horta. "Agora passa um filme. Desde aquele dia a repercussão foi muito grande, a situação era muito difícil. Tive que tomar uma decisão naquela noite. Alguns colegas disseram que não devíamos ter feito o parto, mas sim deslocar até a Santa Casa, mas, como mãe e como médica eu sabia que o tempo era fundamental. Os minutos mudariam a história deste bebê e tomei a decisão. O resultado, prova que Deus existe, está aí", diz. Além da médica e do cabo do Corpo de Bombeiros, também fez parte da equipe a enfermeira Evilásia Soares.

Cristian Ribeiro Galvão, pai da menina. Foto: Luan Dourado/ GazetaMTPassado o susto, o momento, diz o pai da menina, é o de recomeço. "Agora é cuidar e dar todo amor e carinho para minha filha. A agonia acabou e a vida recomeça. A caminhada é minha, dela e da mãe onde ela estiver. Deus deu a vida pra ela de novo pra gente começar enfim nossa história. Ela agora é minha inspiração, minha motivação", diz Cristian Ribeiro Galvão.

O caso

No dia da ocorrência, por volta das 20h, a equipe médica do Samu foi acionada pera atender a um mau súbito, com crises de convulsão da paciente. Ao chegar no local, a mãe do bebê, Iolanda Pimentel, já não apresentava sinais vitais.

Horta e sua equipe, então, optaram por uma cesariana de emergência. Logo após o parto, o bebê também estava em óbito. A criança foi reanimada de imediato pela enfermeira e encaminhada para a Santa Casa, onde foi internada.