FÉ E CARGOS
Deputado Sebastião Rezende garante “apoio” de cúpula da Assembleia de Deus com cargos em seu gabinete
05 de Maio de 2026, 09h24
O caso do deputado Rezende é emblemático. Ao manter familiares de pastores da alta cúpula da Comademat(Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus) em cargos comissionados, o parlamentar não apenas "agradece" o apoio histórico de 24 anos, mas pavimenta sua reeleição em 2026 com dinheiro do contribuinte. Entre janeiro e abril deste ano, o custo dessa "gratidão" superou os R$ 155 mil em vencimentos brutos.
O cenário político de Mato Grosso volta a evidenciar uma simbiose perigosa entre o altar e o plenário. Sob o manto da representatividade religiosa, a estrutura do gabinete do Deputado Sebastião Rezende (União) parece ter se transformado em uma extensão administrativa da Comademat, em um arranjo que levanta sérios questionamentos éticos sobre o uso da máquina pública para fins eleitoreiros.
Essa aliança de conveniência na visão do Buxixo distorce o conceito de Estado Laico e fere a moralidade administrativa. Quando o apoio de uma instituição religiosa é "consolidado" através da nomeação de parentes em folhas de pagamento públicas, a fé deixa de ser uma orientação espiritual para se tornar uma mercadoria política.