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Miltão ajuda a fundar novo partido e diz que sai do PMDB junto com Zé do Pátio
Miltão diz que não pretende mais disputar a vereança, mas insinua a possibilidade de lançar seu nome para a disputa majoritária em 2016
05 de Junho de 2013, 08h45
O ex-vereador e atual assessor parlamentar Milton Gomes da Costa, o popular Miltão (PMDB), não está morto em termos políticos, apesar de não ter se reelegido em 2012. Com seu jeito matreiro e bonachão, Miltão diz que não pretende mais disputar a vereança, mas insinua a possibilidade de lançar seu nome para a disputa majoritária em 2016.
"Eu devo trabalhar pela reeleição do Roni (Magnani, vereador de quem é assessor). Não quero mais sair a vereador, pois a briga é muito acirrada e o desgaste muito grande. Mas posso disputar a eleição para prefeito e, se o meu nome pegar, estou à disposição", disse, em tom de troça.
Ligado ao ex-prefeito José Carlos do Pátio (PMDB), a quem se diz fiel seguidor, ele diz que se movimenta para ajudar o novo partido Solidariedade, provável destino de Pátio. "Eu estou ajudando na coleta de assinaturas, mas não devo me filiar ao novo partido não, até para evitar ter que discutir uma candidatura a vereador, que eu não quero. Eu serei cabo eleitoral do Zé do Pátio em 2014 e saio junto com ele do PMDB, a hora que ele decidir sair", informou Miltão.
Apesar do tom brincalhão, o que se depreende da fala dele é que o ex-vereador continua na ativa e, caso e se surgir a oportunidade, ele deve sim voltar a disputar o cargo de vereador.
A criação do Partido Solidariedade, levada a cabo na cidade pelo grupo do ex-prefeito Zé do Pátio, é encabeçada em nível nacional pelo deputado federal Paulinho da Força (PDT/SP) e pelo senador Lindbergh Farias (PT/RJ).