FINANCIAMENTO

Nininho sai em defesa dos políticos de Mato Grosso bancados pela JBS

Deputado estadual relembra legislação de 2014, que permitia investimentos privados em campanha

por Robson Morais

05 de Junho de 2017, 07h43

Nininho sai em defesa dos políticos de Mato Grosso bancados pela JBS
Nininho sai em defesa dos políticos de Mato Grosso bancados pela JBS

Em entrevista, o deputado estadual Odanir Bortolini, o Nininho -PSD-, fez defesa pública aos parlamentares de Mato Grosso cujas campanhas eleitorais em 2014 contaram com a injeção de somas significativas da empresa JBS. Ao todo, 10 políticos do Estado receberam dinheiro da empresa, atual alvo do holofote da Operação Lava Jato. Para Nininho, todas as doações estão dentro da legalidade.

Maior recebedor é o senador Wellington Fagundes-PR. Em 2014, o senador da república se elegeu e contou com exatos R$1,4 em doações da JBS. Segundo Nininho, em 2014, o financiamento de campanhas eleitorais era permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral-TSE. ""A própria legislação hoje não permite que pessoas jurídicas façam doações, e eu acho que é o correto - mas, enquanto tinha esse amparo por lei, eu não posso julgar ninguém", disse. "Eu não tenho conhecimento se foi caixa 2, mas se foi legalmente a lei ampara. Se a pessoa pegou de boa-fé, se a doação foi oficial, não vejo problemas", completou.

Além de Fagundes, receberam doações da JBS: Eduardo Botelhos -PSB, Allan Kardec -PT, Mauro Savi -PSB, Fábio Garcia -PSB, Carlos Bezerra -PMDB, Adilton Sachetti -PSB, Victório Galli -PSC, Valtenir -hoje PMDB, então PROS, Ságuas Moraes PT, além do candidato derrotado ao governo do Estado Lúdio Cabral -PT.

Os recebimentos estão registrados no TSE.