PED

PT define Gleisi Hoffman como presidente nacional do partido

Candidata de Lula, ela é líder do partido no Senado Federal. Lindbergh Farias ficou em 2º

por GazetaMT

05 de Junho de 2017, 07h48

PT define Gleisi Hoffman como presidente nacional do partido
PT define Gleisi Hoffman como presidente nacional do partido

No processo nacional de eleição direta, o PED, líder do PT no Senado, a senadora Gleisi Hoffmann (PR) foi eleita nova presidente nacional do partido, com 60% dos votos.

Seu principal concorrente, o senador Lindbergh Farias (RJ), ficou em 2º lugar, com 38% dos votos dos delegados.

Gleisi substitui Rui Falcão no cargo e exercerá a função por dois anos. A eleição contou com o voto de 596 delegados e ocorreu no 6° Congresso Nacional do PT, que contou com a presença dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ela será a primeira mulher a presidir o partido.

Candidata de Lula, Gleisi afirmou que o partido não fará autocrítica porque não quer fortalecer o discurso de seus adversários. Reunido em seu 6º Congresso, o PT era cobrado, inclusive, por setores à esquerda do partido, a reconhecer supostos erros como o envolvimento em escândalos de corrupção e alianças com partidos como o PMDB.

"Não somos organização religiosa, não fazemos profissão de culpa, tampouco nos açoitamos. Não vamos ficar enumerando os erros que achamos para que a burguesia e a direita explorem nossa imagem", disse Gleisi, ao discursar no congresso petista.

A senadora, que é líder do PT no Senado, reconheceu, no entanto, que o partido se afastou dos movimentos sociais enquanto comandou o governo federal: "É certo que ficamos com relação mais institucional do que política".

Em campanha para a presidência do PT, Gleisi ressaltou êxitos dos governos petistas, como distribuição de renda e geração de empregos:

"Não teve na história de 500 anos do Brasil governos melhores do que os do PT. Não foi João Goulart, não foi Getúlio Vargas. Temos que erguer nossa cabeça para defender nosso legado e nosso governo".

Ela defendeu bandeiras históricas petistas, como taxação de grandes fortunas e regulação dos meios de comunicação. Para a senadora, um dos desafios da nova direção do PT é nacionalizar o partido, tradicionalmente concentrado em São Paulo.

Gleisi também defendeu a candidatura de Lula à Presidência da República e eleições diretas em caso de afastamento do presidente Michel Temer (PMDB).