ABORTO OU INUMAÇÃO DE CADÁVER

Bolivianos enterram feto em quintal de casa e caso é investigado pela Polícia Civil

O feto foi localizado após uma profissional de saúde procurar a delegacia para relatar que acompanhava o pré-natal de uma adolescente

por Rondonópolis, MT - Sirlei Alves / com assessoria PJC/MT

05 de Junho de 2019, 13h51

Bolivianos enterram feto em quintal de casa e caso é investigado pela Polícia Civil
Bolivianos enterram feto em quintal de casa e caso é investigado pela Polícia Civil

A Polícia Civil de Pontes e Lacerda (MT) abriu investigação, nessa terça-feira (04), para apurar um eventual de crime de aborto e contravenção penal de inumação de cadáver envolvendo bolivianos. Eles teriam enterrado um feto de aproximadamente 5 meses no quintal da casa deles, no Bairro Jardim Marília.

O feto foi localizado após uma profissional de saúde procurar a delegacia para relatar que acompanhava o pré-natal de uma adolescente boliviana, de 17 anos, gestante de aproximadamente 19 semanas e que não retornou mais ao posto para as consultas. Diante da situação, a testemunha foi até a residência da gestante, onde encontrou a menor já sem barriga, relatando que tinha perdido a criança após cair no banheiro e que o feto foi enterrado no quintal de casa.

Com base nas informações passadas, a equipe da Polícia Civil foi até a casa do grupo de bolivianos, onde a adolescente confirmou a versão e indicou o local em que o feto foi enterrado. Com apoio da equipe da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), os investigadores localizaram o corpo do bebê, de aproximadamente 20 centímetros, enrolado em roupas dentro de uma sacola plástica.

Mediante ao fato, foram conduzidos a delegacia a menor, o pai da criança, a mãe da adolescente e algumas testemunhas que foram ouvidas pelo delegado Carlos Augusto do Prado Bock. Durante as oitivas, os envolvidos relataram que o aborto foi espontâneo.

Segundo a menor, ela escorregou durante o banho e que a princípio não sentiu dores, porém, algumas horas mais tarde teve um sangramento muito forte e perdeu a criança.

De acordo com o apurado, nove pessoas moram na casa, todas bolivianas e nenhuma fala português. Os bolivianos não tem documentação brasileira e vieram para o Brasil em busca de trabalho.

"Eles alegam que não houve provocação do aborto, assim como não usavam métodos contraceptivos. Em relação ao sepultamento do feto, disseram que ficaram perdidos com a situação e por não conhecerem pessoas na cidade, serem estrangeiros, e sabendo que enfrentariam grandes burocracias para enterrar a criança, decidiram então enterrar o bebê no quintal da casa, fato que seria comum na Bolívia", disse Carlos Bock.

O corpo da criança foi encaminhado para Cuiabá (MT) para exame de necrópsia e as investigações seguem em sigilo para identificar se o aborto foi de fato espontâneo ou provocado e, portanto, caracterizando crime de aborto e contravenção de inumação de cadáver.