Greve Permanece

Governo de MT não atende reivindicações dos profissionais da Educação Pública

Lei federal e leis estaduais impedem concessão de aumento neste momento, alerta ofício enviado ao sindicato.

por De Cuiabá-Sabryna Carvalho (com assessoria)

05 de Junho de 2019, 13h30

Governo de MT não atende reivindicações dos profissionais da Educação Pública
Governo de MT não atende reivindicações dos profissionais da Educação Pública

O Governo de Mato Grosso explicou, através de documento enviado ao Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), os motivos que impedem o Estado de não atender as reivindicações da categoria, que está em greve geral desde o dia 27 de maio.

O ofício encaminhado na noite desta terça-feira (4), ao Sintep/MT, demonstra que a lei federal e leis estaduais impedem concessão de aumento salarial dos profissionais da Educação Pública, neste momento. No documento, o governo evidencia que é essencial o retorno aos limites de gastos com pessoal de acordo com o que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, 49%, para que seja possível que os reajustes possam ser novamente concedidos.

 De acordo com as informações apresentadas pelo Estado, o estouro do limite de gastos com pagamento de pessoal, em 61%, torna impossível a concessão do aumento aos professores.

A categoria realizará uma Assembleia nesta quarta-feira (5) com os profissionais da rede estadual de Cuiabá. O objetivo é definir os encaminhamentos que serão apresentados no Conselho de Representantes do Sintep/MT, sábado e domingo. Com deliberações na Assembleia Geral no dia 10 de junho.

De acordo com o presidente do sindicato, Valdeir Pereira, a greve deve permanecer e a luta pelas reivindicações será continua. Conforme alertou Valdeir, "não adianta apresentar qualquer documento, pois o que suspende greve é proposta".  

Outro dilema que os professores enfrentam durante a paralisação é o corte de ponto. Para Valdeir, o corte do ponto dos professores é uma medida autoritária. "A posição do governo é de autoritarismo. Ele lança mão dessa ameaça de corte de pontos, na tentativa de desmobilizar os trabalhadores da educação", afirmou o presidente do Sintep/MT. A medida adotada pela Procuradoria Geral do Estado tem um olhar parcial da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o presidente, a categoria reivindica revisão salarial já assegurada em lei.  "Não há reivindicação nova sendo requerida e, sim, algo já instituído em lei há pelo menos, 5 anos", completou. A medida não se justifica pois, se há ilícito, está no descumprimento da lei salarial dos educadores, o que se comprova na alegação apontada pelo próprio decreto do Supremo Tribunal Federal (STF).