JOGO DO BICHO
Membro de organização FMC Ello confessa crime e entrega líder
Frederico Muller Coutinho e mais dois são ouvidos na manhã desta quarta-feira (05), em Cuiabá.
05 de Junho de 2019, 10h05
Atualizada 11h30 - A Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) em conjunto com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), fizeram o interrogatório de três membros de organizações criminosas ligadas ao jogo do bicho, em Mato Grosso na manhã desta quarta-feira (05), em Cuiabá.
Em seu depoimento, Edson Nabuo Yabumoto acabou confessando seus crimes e ainda entregou que o líder da organização FMC Ello, do qual era integrante, seria Frederico Muller Coutinho.
A informação foi confirmada pelo delegado titular do GCCO Flavio Stringueta. No entanto, os detalhes do depoimento ainda não foram divulgados.
Edson, Frederico e Eduardo Coutinho compareceram à sede da Defaz por volta das 09h, onde foram interrogados pela delegada Juliana Chiquito Palhares do GCCO.
Tanto Frederico quando Eduardo se recusaram a responder aos questionados da oitiva.
Todos foram presos no dia 29 de maio durante a Operação Mantus, que desarticulou duas organizações criminosas envolvidas no jogo do bicho, lavagem de dinheiro e com o crime organizado.
As investigações apontaram que Frederico era um dos comandantes na exploração do jogo de bicho em Mato Grosso, juntamente com João Arcanjo Ribeiro e o seu genro, Giovanni Zem Rodrigues, que lideram a Colibri.
Próximas oitivas
Ficou agendado para as 14h de quinta-feira (06) os depoimentos de José Arcanjo Ribeiro, Lander dos Santos de Andrade e Rosalvo Ramos de Oliveira.
Mantus
As investigações iniciaram em agosto de 2017, após a polícia receber denúncias sobre a contravenção penal denominada “Jogo do Bicho”.
63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos na manhã desta quarta-feira.
As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado e expedidas pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.
Foram decretados os bloqueios de contas e investimentos em nome dos investigados, bem como houve o sequestro de ao menos três prédios vinculados aos crimes investigados.
Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.