OPERAÇÃO MANTUS

Integrante da FMC Ello confessa participação no jogo do bicho em depoimento no GCCO

Entre os interrogados estava o genro de João Arcanjo, Giovanni Zem Rodrigues, que se manteve em silêncio.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

05 de Junho de 2019, 07h31

Integrante da FMC Ello confessa participação no jogo do bicho em depoimento no GCCO
Integrante da FMC Ello confessa participação no jogo do bicho em depoimento no GCCO

João Henrique Sales de Souza um dos integrantes da empresa FMC Ello, confessou sua participação no esquema do jogo do bicho na tarde de terça-feira (04), durante depoimento realizado na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Os interrogatórios tiveram início por volta das 14h. Além de João foram ouvidos outros cinco suspeitos de integrarem os dois grupos alvos da operação. 

Segundo delegado titular do GCCO Flávio Stringueta, apenas o suspeito João confessou a participação no esquema. O depoimento dele, no entanto, não foi disponibilizado à imprensa.

“Ele confessou que fazia parte da organização criminosa na medida da sua culpa. Porque só quem ganhava dinheiro com o jogo do bicho eram os líderes, o dono da empresa. Os outros ganhavam uma merreca para sobreviver”, disse o delegado.

As investigações apontaram que João atuava como “recolhedor” da empresa FMC Ello de Frederico Müller.

Giovanni Zem Rodrigues, genro de João Arcanjo Ribeiro, Mariano Oliveira da Silva e Marcelo Gomes Honorato, que fazem parte da empresa Colibri também prestaram depoimento.

Da empresa FMC Ello, foram interrogados ainda Bruno Almeida dos Reis e Alexsandro Correia. Conforme o delegado, todos optaram por ficar em silêncio e não falar no depoimento.

Apontados como líderes das organizações, Frederico Müller (FMC Ello) e João Arcanjo Ribeiro (Colibri) devem depor na GCCO nesta quarta-feira (5) e na quinta-feira (6), respectivamente.

Mantus

A operação foi deflagrada na manhã de quarta-feira (29). No total, foram expedidos 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar.

As ordens judiciais foram cumpridas em Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado.

Arcanjo foi preso na sua residência e seu genro, no Aeroporto de Guarulhos (SP), com o apoio da Polícia Federal. Já Coutinho foi preso em seu apartamento.

Conforme o delegado Luiz Henrique Damasceno, a investigação começou em agosto de 2017, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia sobre a permanência e continuidade do jogo do bicho em Cuiabá.

Os suspeitos devem responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.