PÓS RGA
Governador reafirma proposta "no limite" e pede fim da greve
05 de Julho de 2016, 07h00
O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou nesta segunda-feira que está empenhado para que as categorias que ainda estão em greve retomem ao serviço público. Com a previsão de pagamento de 7,54% do total de 11,28% da reposição inflacionária, nove categorias encerraram a paralisação.
Porém, ainda segue em greve, por exemplo, os profissionais da educação e da área instrumental do Estado. "Eu não vou me empenhar, eu sempre tenho me empenhado. Não é algo que vai nascer agora. Desde sempre estivemos fazendo a interlocução", disse .
Taques disse lamentar os efeitos da greve do serviço público, principalmente em relação aos danos gerados na educação e fez um apelo aos professores grevistas. "Não é possível que nós possamos permitir que estudantes, por exemplo, percam o Enem [Exame Nacional de Ensino Médio] em razão da greve dos professores. Eu peço a eles que voltem, porque não é momento de greve, como sempre disse. O meu discurso e a minha prática é a mesma desde o início deste movimento", afirmou.
O governador ainda ressaltou que tem mantido diálogos permanentes com os servidores públicos para pôr fim a greve e acredita que chegou o momento de a categoria ter consciência de que a proposta financeira foi apresentada dentro da realidade financeira do Estado. "A greve é um direito do cidadão, mas, neste momento, como sempre disse, não é o momento de greve. Nós fizemos várias reuniões, discutimos com os servidores, e sempre de forma transparente afirmamos que o que é possível pagar é isso. Infelizmente, algumas categorias não concordaram. E o processo democrático tem que ir para frente. Algumas categorias ainda estão em greve, espero que voltem e possamos prosseguir para o desenvolvimento do Estado", afirmou.
Pela mensagem aprovada no Legislativo e já sancionada pelo Executivo, o pagamento da RGA será feito da seguinte maneira: uma porcentagem 2% será paga em setembro de 2016, sobre o subsídio de maio de 2016; 2,68% em janeiro de 2017, sobre o subsídio de janeiro de 2017 e 2,68% em abril de 2017, sobre o subsídio de janeiro de 2017, atingido dessa forma 7,36%. Como incidem juros sobre juros, no final a revisão ficará em 7,54%.
A diferença para atingir os 11,28% será paga em duas parcelas, em junho e setembro de 2017, condicionada à apuração do percentual menor de 49% de Despesa Total de Pessoal em relação à Receita Corrente Líquida, respectivamente, no 1° e no 2º quadrimestre de 2017.
Com informações FolhaMax