GIGANTES DO AGRO

Leilão para concessão de trecho da BR-163 terá participação de grupo liderado pelo empresário Eraí Maggi

Eraí é primo do ex-ministro Blairo Maggi, que também é sócio no negócio

por Emerson Dourado

05 de Julho de 2021, 12h32

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Divulgação

O início do mesmo de julho promete ser agitado em dois setores da cadeia produtiva do Estado, o agronegócio e da logística estarão acompanhando de perto o leilão de concessão da BR 163 até o porto de Miritituba-PA. Isso porque, os primos Erai e Blairo Maggi devem fazer uma proposta para trecho de 1 mil km de BR-163, entre Sinop, a 503 km de Cuiabá, e Itaituba, no Pará, agendado para o dia 8 de julho e será realizado na bolsa de valores de São Paulo.

Primos Eraí e Blairo Maggi podem se tornar administradores de importante corredor logístico de grãos.

A principio do Governo Federal estava pessimista com o interesse de grupos e empresas para o leilão, por conta do curto prazo de concessão de 10 anos e prorrogável por mais 2 anos, e baixo volume de investimentos previstos. Mas segundo, a Agência iNFRA informou, o ex-ministro e ex-governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, dono da Amaggi, e seu primo Eraí, mandatário do Grupo Bom Futuro, duas gigantes tradings de comercialização de grãos do país, fizeram uma viajem pela rodovia e estão preparando uma proposta para administrá-la. A Amaggi está associada ao empresário Guilherme Quintella, da EDLP (Estação da Luz Participações), idealizador da Ferrogrão, e o fundo de investimentos Vinci Partners.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a empresa vencedora do leilão ficará responsável pela infraestrutura e prestação do serviço de recuperação, conservação, manutenção, operação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade da BR-163.

Estão previstos investimentos em R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão destinados a custos operacionais e o restante para demais investimentos na rodovia.