Usar o nome de Deus para atacar adversários não dá votos e é pecado
05 de Agosto de 2012, 07h52
Má fé, descrença ou puro oportunismo. Não dá para dizer com certeza o que motiva alguns políticos a usarem o nome de Deus para tentar ganhar votos ou atacar adversários. Esta conduta começou a ser adotada nesta campanha em Rondonópolis, mas não é nova e nem exclusividade nossa.
Só para citar os casos mais recentes e notórios, o Buxixo lembra que a mesma postura foi utilizada por José Serra (PSDB) contra Dilma Roussef (PT), na campanha presidencial de 2010, e também por Marta Suplicy (PT) contra Gilberto Kassab (PSD), nas eleições municipais de 2008 em São Paulo.
A campanha de Serra acusou Dilma de ser a favor do aborto por não acreditar em Deus. Já o marketing de Marta apostou nas insinuações de que Kassab seria homossexual - condição condenada pela maioria das religiões cristãs.
Nos dois casos o objetivo principal era ganhar votos e evitar a discussão de temas realmente importantes, respectivamente, para o País e para a capital paulista. E nos dois casos o feitiço virou contra os feiticeiros. Dilma impôs uma derrota acachapante sobre Serra ainda no primeiro turno e Kassab ganhou a preferência prometendo enfrentar os dilemas do dia a dia dos paulistanos.
Aos que ainda forem insistir na tentativa de reduzir Deus a uma mera 'ferramenta eleitoral', ficam também dois conselhos. O primeiro, de ordem sociológica, é que a maioria da população já consegue identificar e repudia manipulações tão rasteiras.
O segundo conselho, ainda mais importante, é de ordem religiosa: É pecado usar o santo nome do Senhor em vão. A prática é condenada expressamente no terceiro dos dez mandamentos entregues pelo próprio Deus a Moisés no Monte Sinai (Êxodo, Capítulo 20, Versículos 2 a 13).