Como combater fraudes em programas habitacionais
05 de Agosto de 2013, 04h30
Na semana passada técnicos da Prefeitura de Cuiabá vieram à Rondonópolis conhecer o cadastro informatizado e o funcionamento da Secretaria Municipal de Habitação. Devem levar o exemplo para discussão na comissão que estuda formas de combater na baixada cuiabana as fraudes ao programa ''Minha Casa, Minha Vida", do Governo Federal.
A comissão é integrada por representantes das prefeituras da capital, de Várzea Grande e também do Governo do Estado. Mas, cá entre nós, é pouco provável que o uso da tecnologia em prol da transparência se torne uma realidade por lá. Principalmente no que depender apenas dos governos Estadual e Federal..
A verdade é que, tecnicamente falando, não há nada de novo aqui. Os cadastros informatizados são utilizados por bancos (inclusive estatais) e também pelos serviços de proteção ao crédito há mais de três décadas. O que nunca existiu foi disposição dos mandatários para garantir transparência em alguns setores do Poder Público - em especial os que envolvem muito dinheiro e/ou possibilidade de ganhos eleitorais, como é o caso.
Dar casas para quem não precisa ajuda a dar votos. Ajuda também a impedir a solução do déficit habitacional e, consequentemente, garante novos contratos milionários com empreiteiros desonestos. É por isso que o Brasil tem tanta 'dificuldade' em encontrar soluções.
Por sinal, é bom dizer que a tecnologia por si é insuficiente para mudar isso. Tem que haver, além da disposição e investimentos dos gestores, vigilância da sociedade e seus representantes.
Só isso.