'traíra'
PMDB acusa Geller de traição e ministro pode ser expulso do partido
O PMDB já marcou inclusive uma convenção extraordinária para o próximo dia 13 com o objetivo de tentar 'enquadrar' o ministro
05 de Agosto de 2014, 17h35
A direção estadual do PMDB desconfia que o atual ministro da Agricultura, Neri Geller, que é filiado e ocupa um cargo que está na 'cota' do partido no Governo Federal, não esteja se empenhando para conseguir apoio e votos para o candidato a governador apoiado pelo partido, o petista Lúdio Cabral, e nem para estaria se empenhando pela reeleição da presidente Dilma Rousseff.
O fato é que Geller estaria mantendo constantes contatos com o adversário de Lúdio na corrida ao Paiaguás, o senador e candidato a governador Pedro Taques (PDT) e alguns de seus principais interlocutores, como o megaempresário Eraí Maggi e o candidato a vice-governador Carlos Fávaro, ambos do PP.
Isso não teria sido bem digerido pela direção peemedebista, que já marcou inclusive uma convenção extraordinária para o próximo dia 13 com o objetivo de tentar 'enquadrar' o ministro, que apesar de filiado ao PMDB, foi indicado para o cargo pelo senador Blairo Maggi (PR). A alta cúpula chega a cogitar até a expulsão de Geller por conta da suposta 'traição'.
À imprensa da capital, dirigentes peemedebistas fizeram declarações que deixam transparecer o grau de descontentamento com as atitudes de Neri Geller. "Nós não aceitamos traição", disse o presidente do diretório do PMDB de Cuiabá, Clóvis Cardoso.