COMISSÃO DO IMPEACHMENT

Na votação do Senado, Medeiros foi a favor e Fagundes não apareceu

por GazetaMT

05 de Agosto de 2016, 10h37

Na votação do Senado, Medeiros foi a favor e Fagundes não apareceu
Na votação do Senado, Medeiros foi a favor e Fagundes não apareceu

Na Comissão especial do impeachment formada por 21 parlamentares no Senado, ficou definida mais uma etapa no processo de afastamento da presidente da República eleita Dilma Rousseff (PT). 14 votos a 5 penderam a balança em prol da aprovação do parecer favorável ao relatório do senador que preside os trabalhos Antonio Anastasia (PSDB). Sobre a atuação dos mato-grossenses, fatos a destacar.

Pelo PSD, o pró impeachment José Medeiros manteve a postura já conhecida. Votou com Anastasia, favorável ao julgamento no plenário  da presidente Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Já o Republicano Wellington Fagundes tirou o corpo, alegou razões pessoais e se ausentou da sessão. Está em Mato Grosso e deverá retornar à Brasília amanhã (6).

Ainda sobre Fagundes, aumenta o mistério de um reconhecido vira-casacas. No início do processo era contra o afastamento, época em que pertencia à bancada governista e almejava subir posições na composição. Via no apoio a Dilma um caminho para ser lembrado num futuro próximo. Acabou com o rosto estampado em outdoor de protesto popular e elevou a nível significativo sua rejeição no Estado.

Atualmente, trabalha muito para consertar o estrago. Não de hoje, logo que percebeu a rejeição subiu no muro e observou de cima. "Nem de lá nem de cá" passou a ser o posicionamento. Por último, alegando "dar oportunidade de defesa à Dilma", votou pela admissibilidade do processo de impeachment e tratou de sair na foto com o presidente interino Michel Temer. Tudo mesmo após Dilma ter-lhe realizado o tão sonhado sonho político de viabilização da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).

Na votação que ocorreu ontem (4), Wellington Fagundes poderia ser substituído por um suplente, mas Eduardo Amorim (PSC¬SE) também não está na sessão e a segunda vaga de suplente do bloco parlamentar ao qual o Fagundes pertence não está preenchida.

Ao todo, eram necessários 11 votos aprovar o relatório que conclui que há elementos de crime de responsabilidade para julgar Dilma. Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), José Medeiros (PSD-MT), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Ana Amélia (PP-RS), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Gladson Cameli (AC), Simon Tebet (PMDB¬ MS) e Dário Berger (PSDB¬SC) já declararam voto pelo parecer. Magno Malta (PR¬ES) e Waldemir Moka (PMDB¬MS) ainda estão inscritos para falar antes da votação. Os dois são a favor da destituição da petista. Além disso, há o voto do próprio relator.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que preside os trabalhos relacionados ao impeachment e orienta as ações procedimentais, já acertou os detalhes da sessão prevista para a próxima semana. Na terça-feira (9) os senadores vão decidir sobre o julgamento em si. Por maioria simples de votos, os vão dizer se o impeachment de Dilma Rousseff será ou não julgado.