Greve na Educação
Sindicato não teme demissões e professores continuam paralisados
O governador declarou nesta manhã (05), que deve afastar os professores em greve.
05 de Agosto de 2019, 17h16
Os profissionais da Educação Estadual votaram pela continuidade da greve, que teve início no dia 27 de maio. A decisão foi tomada em Assembleia Geral, em frente ao Tribunal Regional de Trabalho, na tarde desta segunda-feira (05).
Mesmo com o fim do prazo de 72 horas, determinado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que declarou na semana passada a ilegalidade da greve, e sob pena de multa de R$150 mil por dia, a categoria segue firme no movimento grevista. No último dia 30 de julho os profissionais da educação foram notificados a voltarem para salas de aula. Além disso, o governador Mauro Mendes (DEM), declarou nesta manhã (05), que deve abrir um processo disciplinar e afastar os professores em greve e nomear novos contratados, já que com a ausência do profissional por mais de 30 dias consecutivos configura abandono de cargo.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valteir Pereira, não se intimidou com as declarações do Governador. "Esse Governo do Estado tem a característica de ser o "Governo da malvadeza" que vai implementar qualquer medida para esse movimento reivindicatório da categoria, ao invés de apresentar uma proposta", declara Valteir. O presidente reafirmou ainda, que só uma proposta por parte do Executivo, pode encerrar a greve. "A categoria desde o início diz que o que suspende a greve é proposta, e se não há proposta por parte do Governo quanto ao cumprimento da Lei 510 o recado é que o Executivo está perdendo tempo", reafirma o sindicalista.
Apesar do Governo do Estado ter atendido boa parte das reivindicações, a categoria não abre mão da principal reivindicação que é o cumprimento da Lei 510/2013, que prevê um reajuste anual de 7,69% acima da inflação, para garantir a dobra do poder de compra dos salários dos professores até o ano de 2023.
"Essa greve tem se arrastado até aqui, única e exclusivamente por parte do Governo que tem se negado a apresentar uma proposta, tão rápido o governo apresente uma proposta, vamos analisar e retornaremos às atividades", pontua Valteir.
Depois da votação, os professores seguiram em ato público e caminharam pelas ruas do Centro Político Administrativo de Cuiabá.