O QUE BOLSONARO DIRIA?

Ao lado da nora Janaina Riva e de Jayme Campos, Wellington celebra aliança com MDB e reverencia Carlos Bezerra

por Da redação

05 de Agosto de 2026, 06h22

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Divulgação

Candidato que tenta colar sua campanha em Bolsonaro abraçou na convenção desta terça o partido histórico da centro-esquerda mato-grossense movimento que não surpreende quem lembra do senador em palanque com Dilma Rousseff

Wellington Fagundes (PL) subiu nesta terça-feira (4) ao palco da convenção do MDB para exaltar "a história do MDB, de Carlos Bezerra, de tantos que construíram esse estado". Para o eleitor bolsonarista que o senador tenta seduzir, a cena soa como traição. Para quem acompanha a trajetória de Wellington, soa como reprise: o hoje candidato ao Governo de Mato Grosso já fez palanque com Dilma Rousseff, quando seu partido, então PR, integrava a base do PT em Brasília.

A contradição não está em Wellington se aproximar da centro-esquerda. Está em fazê-lo agora, no exato momento em que estampa Bolsonaro no material de campanha e negocia com Valdemar Costa Neto a presença de Michelle e Flávio Bolsonaro no palanque mato-grossense. O MDB de Bezerra, nascido na resistência ao regime militar e casa da centro-esquerda no estado por décadas, entra na chapa pela porta da frente — e pela porta de casa: Janaina Riva, presidente estadual do MDB e candidata ao Senado na coligação, é nora do senador. O sogro articula, a nora entrega o partido, Brasília homologa.

No fim, a convenção desta terça confirmou menos uma virada e mais um padrão: Wellington Fagundes sempre esteve à vontade em qualquer palanque. A dúvida é se o eleitor de Bolsonaro está.