Manobra
Panfleto com propaganda eleitoral causa polêmica no CAIC e pode configurar crime eleitoral
Material pede voto para dois candidatos como forma de evitar 'que as portas se fechem' para os alunos
05 de Setembro de 2012, 19h00
Dezenas de pessoas entraram em contato com a reportagem do site GazetaMT na noite desta terça-feira (04) para denunciar a ocorrência de propaganda eleitoral irregular nas dependências do CAIC, escola pública da rede municipal. Um dos denunciantes chegou a enviar cópia do material (veja nesta página) que foi distribuído para alunos e professores durante o período e aulas.
O panfleto leva no topo da página o nome da Associação Kadosh de Karatê e traz a assinatura do secretário municipal de Apoio à Segurança Pública, Vanderlei Bonoto Cante - que é oficial do Corpo de Bombeiros e supostamente presidiria a tal associação.
O texto tem três parágrafos e, em tom apelativo, conclama os país a votarem em dois candidatos do PR (um majoritário e outro proporcional) que teriam apoiado a associação na realização de projetos desenvolvidos com crianças carentes. "Não podemos deixar de apoiar aqueles que têm nos apoiado no decorrer desses anos", afirma o panfleto.
Na parte final do panfleto, o autor diz que votará nos dois candidatos e, de forma velada, explica o motivo em tom de ameaça. "Fico honrado com a continuação do projeto para o ano de 2013, para isso eu preciso do seu apoio (...) para que as portas não se fechem para os nossos alunos".
A legislação proíbe a propaganda eleitoral de qualquer tipo em estabelecimentos públicos, principalmente em escolas. Além de ser vedada legalmente, a prática pode indicar também uma tentativa de fraudar o processo eleitoral através do uso da máquina pública.
Outro lado
A reportagem do site GazetaMT ainda não conseguiu falar com o secretário Vanderlei Bonoto e nem com os dois candidatos cujos nomes aparecem no panfleto.
Por outro lado, há informações de que o caso já está sendo checado pelas coligações adversárias - que deverão pedir a intervenção da Justiça Eleitoral e da polícia para investigar o crime.