2014
Prestes a obter registro, Solidariedade deve ser destino de políticos descontentes
Partido deve ser o caminho natural dos descontentes, já que é o único com chances de ser criado antes de outubro
05 de Setembro de 2013, 15h35
O novo Partido Solidariedade, articulado nacionalmente pelo deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) está em vias de obter o seu registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deve ser opção de políticos descontentes com suas atuais agremiações. Isso por que o prazo final para que políticos que pretendam disputar a eleição do ano que vem se filiem ou mudem de partido, 7 de outubro, está próximo e o Solidariedade deve ser a opção de troca dos que não quiserem ser enquadrados na lei da infidelidade partidária.
Isso por conta da legislação eleitoral, que diz que os mandatos eletivos pertencem aos partidos e, em caso dos detentores de mandato trocarem de partido, eles perdem automaticamente o mandato. A exceção é para os casos de fusão de partidos ou a criação de novos.
Como o Solidariedade deve ter em mãos o seu registro junto ao TSE até a próxima terça-feira, 10, ele deve ser o caminho natural dos descontentes, já que é o único partido com chances de ser criado antes de outubro.
De acordo com Celson Carvalho, um dos articuladores da sigla na cidade e ligado ao ex-prefeito José Carlos do Pátio (ainda no PMDB), o Ministério Público Federal (MPF) deu parecer favorável à criação do partido, que agora depende apenas do TSE votar pela sua criação ou não. "Não há mais empecilhos. Todos os questionamentos foram derrubados e nós devemos obter o registro sim. Não há por que negá-lo para a gente", afirmou.
Ele informou ainda que o MPF chegou a levantar questionamentos quanto ao fato de o Solidariedade não ter uma sigla, exigência legal para a obtenção do registro. "Nós precisávamos de 492 mil assinaturas, apresentamos mais de 520 mil assinaturas registradas em cartório, temos diretório em dez estados, quando a exigência era de apenas nove. Além do mais, temos mais seis estados em vias de constituírem diretórios. Nós esperamos esse registro apenas para começarmos a filiar as pessoas", disse.
Ainda segundo Celson Carvalho, caso o partido obtenha o registro, já está marcada a convenção para a escolha de uma direção no estado, que deve ficar sob o comando o agora deputado Adalto de Freitas, o Daltinho, atualmente filiado ao PMDB. Ela deverá acontecer ainda no próximo dia 25 de setembro, na capital.
Em nível nacional, as maiores estrelas da nova agremiação, que terá a sigla SDD como identificação, deverão ser o deputado federal Paulo Pereira da Silva e possivelmente o governador do Ceará Cid Gomes (PSB). Em Mato Grosso há expectativa de vereadores da capital e do interior se filiem a nova sigla, além de lideranças sem mandato, como o ex-prefeito e ex-deputado José Carlos do Pátio.
Saída do PMDB
Sobre a saída de Pátio e do grupo de pessoas que o acompanha do PMDB, Celson afirma que esse é um 'caminho sem volta', devido à perda de espaço do grupo dentro do partido. "O PMDB perdeu sua principal característica, que é a falta de debate interno. E eu acho que se você não tiver o direito de brigar lá dentro, defender suas indeias, não faz sentido ficar lá (PMDB). Por isso nós estamos criando o Solidariedade, para termos um espaço para discutir política abertamente, sem cupulismos", finalizou.