Preocupação
Vereadores querem ação política para estancar déficit na Saúde em Rondonópolis
Quase todos os vereadores falaram sobre o assunto na sessão de ontem da Câmara Municipal; situação já compromete rede básica, alertaram.
05 de Setembro de 2013, 07h08

O anúncio de que a Secretaria Municipal de Saúde já acumula um déficit de mais de sete milhões de reais por causa de repasses não pagos pelo Governo do Estado gerou preocupação entre os vereadores de Rondonópolis. A maioria defende uma ação política ampla e rápida para evitar que a situação paralise os atendimentos na rede pública.
O vereador Fábio Cardozo (PPS), que já foi secretário de Saúde do município, destacou que a redução nos repasses e os atrasos frequentes já afetam a rede básica. Ele citou como exemplo o fato de que nos últimos dez anos a área do município coberta pelo Programa Saúde da Família caiu de 75% para 47%.
Conforme o vereador, o quadro se agravou nos últimos anos, em especial após a lei aprovada no final de 2012 oficializando a redução dos repasses aos municípios mato-grossenses.
"A previsão é que chegaremos ao final deste ano com um déficit superior a R$ 10,5 milhões e isso terá um impacto enorme no custeio dos serviços prestados à população que depende da rede pública. Teremos um efeito negativo em todos os indicadores, inclusive o de mortalidade infantil", alerta Cardozo.
Reginaldo Santos (PPS) também chamou a atenção para os prejuízos causados à população. "Pode faltar até medicamentos. Isso vai inviabilizar a atenção básica", disse ele referindo-se ao postos e centros de Saúde.
Já o vereador Hélio Pichioni (PR), que é médico, cobrou a intervenção dos deputados e lideranças do município para agilizar a solução do problema. Ele lembrou que a situação também envolve o hospital Paulo de Tarso, que recentemente foi visitado pelo governador Silval Barbosa (PMDB).
"Até agora não houve uma resposta sobre a correção dos repasses. O Governo só tem dinheiro para a Copa do Mundo e isso não está certo", reclamou.