ENTREVISTA

A jornal local, Zé do Pátio volta a definir adversários como “gestão única”

por GazetaMT

05 de Setembro de 2016, 07h24

A jornal local, Zé do Pátio volta a definir adversários como “gestão única”
A jornal local, Zé do Pátio volta a definir adversários como “gestão única”

José Carlos Junqueira de Araújo, popularmente Zé do Pátio, líder do partido Solidariedade, atualmente é deputado estadual e disputa a eleição para prefeito de Rondonópolis. Durante entrevista ao jornal A Tribuna, de Rondonópolis, o candidato destacou alguns pontos relevantes e que tem causado a revolta de parte da sociedade rondonopolitana.

Zé do Pátio foi bastante criticado por dois aspectos bastante relevantes: primeiro, foi considerado muito centralizador e, segundo, pela sua equipe de governo, que foi classificada por muitos como fraca tecnicamente. Abaixo a entrevista

 Que lições o senhor tirou deste mandato, destas críticas que o senhor recebeu?

Pátio - Centralizador, realmente, eu fui mesmo, mas vou tentar me educar. Tem coisas que não tem como não olhar com certo cuidado, mas eu vou procurar me educar mais. Agora, eu discordo desta questão da minha equipe. Tá aqui o ex-secretário Paulo José: não teve um secretário na área da habitação que mais trouxe casa popular pra nós. Ele foi recebido pelo presidente Lula como um dos municípios que mais desenvolveu projetos habitacionais. Tem uma coisa mais bonita do que essa? Realmente, o meu secretariado não tinha medalhão. Agora, eu quero aqui dizer uma coisa: tem algumas secretarias, alguns setores importantes, que quero chamar para discutir o secretariado. Por exemplo, a secretaria de Desenvolvimento Econômico, eu quero chamar as entidades de classe, o setor empresarial para discutir comigo que tipo de secretário eles querem. Agora, quanto a questão da minha equipe, foi de qualidade, gente. A nossa equipe da educação trouxe 16 creches para Rondonópolis, 13 do FNE e mais 3 que nós economizamos dos conjuntos habitacionais que nós fizemos, no caso o Altamirando, o João Antônio Fagundes e o Dom Osório. Por incrível que pareça, eu consegui três áreas para o Estado construir três escolas: Maria Tereza, Farias e Edelmina Querubim. Mas sabe quem articulou os recursos em Brasília, para trazer essas três escolas estaduais? Foi a minha equipe, que tem uma boa relação no Ministério da Educação. E nós trouxemos duas escolas municipais, no caso a escola do Maria Tereza e a do Parque das Rosas. A minha equipe no Sanear também atuou no desenvolvimento do PAC I e do PAC II. Quer algo melhor que isso? É que eu chamei algumas pessoas que não eram conhecidas, o que dá uma sensação da questão da qualidade deles.

Se o senhor não fosse candidato a prefeito de Rondonópolis hoje, votaria em algum dos seus oponentes nessas eleições?

Pátio - Olha, eu vou ser bem sincero, eu acho que ali tá o prefeito e o vice. O meu problema não são as pessoas, eu não quero entrar no mérito do prefeito e do vice, eu quero entrar no mérito da gestão. Então, são dois prefeitos, porque eles falaram que seriam dois prefeitos, e eles fizeram uma gestão. O que eu estou questionando é a gestão dos dois. E a gente quer construir uma gestão alternativa para a sociedade de Rondonópolis.

Com relação aos seus oponentes, que vantagem o senhor vê que tem em relação a eles?

Pátio - Eu acho que é o modelo de gestão. O gestor público, principalmente em Rondonópolis, tem que ser um gestor plural, ter a capacidade de dialogar, desde a pessoa mais humilde até o grande empresário. Eu vou corrigir alguns defeitos meus junto à classe A, mas eu tenho certeza que esse diálogo com os setores populares precisa ter um gestor que tenha a capacidade de fazê-lo também. Eu quero dizer aqui que o problema meu com eles não é pessoal, é político. Ali existe uma gestão, eles estão numa gestão lá. A sociedade vai analisar os dois como uma gestão única, e nós como uma alternativa que tá se apresentando aí.

Na sua avaliação, qual é o principal problema de Rondonópolis hoje e o que o senhor pretende fazer para resolver?

Pátio - O principal problema hoje de Rondonópolis é saúde. Quando eu fui prefeito, eu peguei o Centro de Especialidades na Rua Rio Branco e implantei o novo Centro de Especialidades no espaço atual. Eu peguei o Pronto Atendimento Infantil que era um cubículo e criei o que é hoje aquele espaço. E trouxe o dinheiro da UPA, viabilizei recursos para fazer vários postos de saúde na cidade, como o do Pedra 90, como o da Vila Rica, o do Jardim Morumbi, Cardoso e Parque das Rosas... Então, eu vou trabalhar com muita força para investir na saúde. Agora, por exemplo, conseguimos as 30 UTIs, que foram articuladas por nós em audiência pública que fizemos, e nós vamos trabalhar por exemplo a cirurgia cardíaca para ser credenciada ao SUS, e estamos trabalhando para que o Hospital Regional faça cirurgia de alta complexidade em ortopedia e traumatologia.

 

Com informações A Tribuna