Trasngênero

por Shandara D.Costa Correr

05 de Setembro de 2017, 17h14

Trasngênero
Trasngênero

Existem muitos questionamentos sobre o presente assunto, o mesmo tem gerado varias duvidas e causado opiniões diversas. Muitos se questionam e indagam a si, e ao outro o que de fato seria o transgênero? Se é uma escolha, ou se há fatores genéticos? Se ser transgênero interfere na orientação sexual desse individuo?

Por volta da décima semana de gestação o embrião forma a genitália, onde a parte do cérebro que identifica a identidade de gênero de cada individuo  ainda não esta formada, ou seja, a parte do cérebro responsável por identificar essa genitália como feminina ou masculina ainda esta em formação.

Na vigésima semana de gestação a parte do cérebro  responsável por reconhecer o gênero se forma, onde no caso do transgênero ela se estrutura o oposto.Aqui encontramos a questão de ser transgênero, o embrião se forma de uma genitália feminina, mais o cérebro reconhece uma genitália masculina, o oposto a qual realmente é. Podemos assim identificar que transgênero é uma questão genética, que ocorre ainda na formação e no desenvolvimento desse embrião.

Por volta dos 2 a 4 anos de idade a criança começa a manifestar sobre sua identidade de gênero, pois é nessa fase que a criança começa a ter uma maturidade neurológica para dizer se é menina ou menino. Só existem dois tipos de gênero, feminino ou masculino, transgênero é uma pessoa a qual não se identifica com seu gênero de nascença.

O transgênero é uma identidade de gênero, ao qual define como o individuo se sente, se percebe, se reconhece, e não uma opção sexual. No transgênero existe uma mudança muitas vezes física, mas ainda assim isso não define que sua orientação sexual seja pelo mesmo sexo.

 O Instituto de psiquiatria do Hospital das Clinicas, em São Paulo, foi o  primeiro centro de atendimento publico  para casos de transgênero no Brasil.

Onde os mesmo prestam atendimento clinico  e psicológico as crianças transgêneros e aos pais de filhos transgênero.Existem nesse mesmo local um grupo de apoio a esses pais, ao qual são trabalhados as questões cotidianas e familiares relacionadas ao presente assunto.

No caso clinico o Conselho regional de Medicina permite o uso de hormônios para que seja feito o bloqueio, para retardar a puberdade. Por ser apenas um bloqueio, esse procedimento é totalmente reversível. Esse procedimento é utilizado por voltas dos 12 anos de idade, em alguns  adolescentes, assim que começam as mudanças corporais alguns adolescentes optam por esse bloqueio. E somente por volta dos 16 anos que é liberado o hormônio definitivo.

O objetivo de bloquear primeiro e não agir com tratamento definitivo é para que os médicos e psicólogos possam estruturar seu trabalho mais a fundo, e poder dizer se de fato aquela criança ou adolescente é transgênero.

 

Psicóloga Clinica crp: 18/03572

 

Formada pela Unic Universidade de Cuiabá, com ênfase em Psicologia Clinica

Com abordagem em Terapia Familiar sistêmica.

Realiza atendimento Individual com crianças- adolescentes- adulto na Clinica de Psicologia Acolher.