CANDIDATO

Fora da cadeia, Savi tem registro aprovado pelo DEM

Savi é acusado de participação em esquema alvo da Operação Bereré

por GazetaMT

05 de Setembro de 2018, 08h12

Fora da cadeia, Savi tem registro aprovado pelo DEM
Fora da cadeia, Savi tem registro aprovado pelo DEM

A Executiva do Democratas em Mato Grosso aprovou o envio do pedido de candidatura do deputado estadual Mauro Savi à Justiça Eleitoral.

Tiveram direito a se manifestar o deputado Fabio Garcia (presidente), o ex-governador Júlio Campos (secretário-geral), deputado Dilmar Dal'Bosco (tesoureiro), o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), além do candidato ao Governo, Mauro Mendes, e o candidato ao Senado Jaime Campos. Somente Mauro Mendes e Jaime foram contra, conforme informações da assessoria de Garcia.

Savi esteve preso entre o dia 9 de maio e 22  de agosto. Ele é acusado de integrar um esquema de desvios de recursos no Detran na ordem de R$ 30 milhões descoberto pela Operação Bereré.

Em nota, o DEM afirmou que o protocolo pedindo a possibilidade de disputa foi feito por Savi após a abertura de uma vaga na coligação, com a renúncia do candidato Jeremias Prado dos Santos.

Com a abertura de vaga, o DEM afirmou que o estatuto do partido prevê a possibilidade de substituição.

 "A Executiva Estadual do DEM colocou o requerimento em votação e aprovou, por maioria, o pedido de registro de Mauro Savi. Votaram de forma contrária ao pedido o candidato ao Governo do Estado, Mauro Mendes, e o candidato ao Senado, Jaime Campos", disse a assessoria por meio de nota.

O pedido de registro de candidatura, agora, será enviado para apreciação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Sem espaço

Anteriormente, o partido havia negado a possibilidade de Savi ir à reeleição. Todos os membros da Executiva haviam sido contra o pedido. À época, ele ainda estava preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).

Membros da Executiva, como Júlio Campos, tinham dito na imprensa que seria "desgastante" aceitar a candidatura do parlamentar.

 "Pela lógica, ele está com todos os documentos legais, está apto para disputar. Mas é pesaroso para o partido e até desgastante assumir esse ônus de uma candidatura de uma pessoa que está respondendo a um inquérito por corrupção e que está lá preso no CCC", disse o ex-governador.

Acusações

Segundo as investigações da Operação Bereré, parte dos valores repassados pelas financeiras à EIG Mercados por conta do contrato com o Detran retornava como propina a políticos e empresários. O dinheiro, de acordo com o MPE, era "lavado" pela Santos Treinamento - parceira da EIG no contrato - e por servidores da Assembleia, parentes e amigos dos investigados.

De acordo com a denúncia, os fatos vieram à tona a partir de colaborações premiadas de Teodoro Moreira Lopes, o "Doia" (indicado por Mauro Savi para a presidência do Detran-MT).

O deputado era um dos principais beneficiados pelo esquema. A reportagem é de Douglas Trielli, do MidiaNews.