PERÍODO DE ESTIAGEM
Corpo de Bombeiros combate 11 incêndios nesta sexta-feira (4)
Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos
05 de Setembro de 2026, 07h59
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (4.9), 11 incêndios em Mato Grosso, com um foco em cada um dos seguintes municípios: Cocalinho, Planalto da Serra, Conquista D'Oeste, Gaúcha do Norte, Alto Garças, Confresa, Nova Bandeirantes, Poconé, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Paranaíta.
Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As ações de combate contam com o reforço do GAvBM, da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada operação. Essa atuação conjunta amplia a capacidade de resposta e fortalece a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
*Focos de calor*
Em Mato Grosso, foram registrados 71 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 34 focos foram registrados na Amazônia, 22 no cerrado e 15 no Pantanal.
Em Terras Indígenas, foram identificados 20 focos de calor, sendo cinco focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; quatro na Terra Indigena Urubu Branco, em Santa Terezinha; três na Terra Indigena Paresi, em Tangará da Serra; dois na Terra Indigena Erikpatsá, em Brasnorte; dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis, dois focos na Terra Indigena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; um foco na Terra Indigena São Domingos, em Luciara; e um foco na Terra Indigena Sararé, em Pontes e Lacerda.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
*Fiscalização – Operação Infravermelho*
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
*Incêndios extintos*
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
*Proibição do uso do fogo*
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).