LDO

Sancionada Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015

Apesar das mudanças, permaneceram as regras sobre orçamento impositivo das emendas parlamentares

por GazetaMT

06 de Janeiro de 2015, 15h12

Sancionada Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015
Sancionada Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015 foi sancionada pela presidente da República, Dilma Rousseff. Ao todo, foram feitos 26 vetos, o dobro do ano passado. Apesar das mudanças, permaneceram as regras sobre orçamento impositivo das emendas parlamentares.

No dia 17 do último mês de dezembro, o congresso aprovou a lei. A sanção veio somente no primeiro dia útil do ano porque, como o orçamento de 2015 ainda não foi aprovado, a LDO permite que o governo use os chamados duodécimos para execução de despesas mês a mês.

A meta de economia para superávit do governo federal em 2015 alcançou R$ 55,3 bilhões, cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), já considerada a redução dos R$ 28,7 bilhões aplicados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A maior parte dos vetos envolve anexos e regras específicas. Em um texto composto por 145 artigos e sete anexos com mais de 90 páginas, chama a atenção o veto a todo o anexo de metas. Aproximadamente 200 ações sugeridas pelos parlamentares como prioritárias não foram aceitas pelo governo.

Na mensagem de veto, a presidente explica que as ações do Programa de Aceleração do Crescimento e do Plano Brasil Sem Miséria são prioridade no momento. "A ampliação do rol de prioridades desorganizaria os esforços do governo para melhorar a execução, monitoramento e controle de suas prioridades já elencadas, afetando, inclusive, o contexto fiscal que o País enfrenta", disse.

Impasse

 Há diversos anos o debate a respeito do anexo de metas gera embates na aprovação da LDO. Por essa razão, o Executivo passou, desde o mandato do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a enviar para o congresso apenas os programas prioritários. Os parlamentares tentam um acordo para incorporar as ações que consideram prioridade, mas o governo tem evitado a discussão.