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Maioria dos vereadores deve tentar reeleição e renovação deve ser baixa
06 de Janeiro de 2016, 06h00
Neste ano de 2016, além de Olimpíadas no Brasil, nós teremos eleições para prefeito e vereadores, o que deve agitar o país no segundo semestre. No caso dos candidatos a prefeito, ainda é precoce analisar quem serão os candidatos e como deve ser o pleito, mas nos casos da eleição para vereador, a briga, no sentido político da palavra, deve ser intensa e há pouca chance de surgirem novos nomes para a política local.
Como em eleições anteriores, o desejo de mudanças é latente na sociedade, mas mais uma vez as mudanças devem ser mínimas e a grande maioria dos atuais edis deve se recandidatar e serem reconduzidos ao cargo, já que o desejo de mudança do eleitorado dura até que que comece o período eleitoral, quando os mesmos nomes de sempre despontam nas pesquisas de intenção de voto e os eleitores acabam por confirmar essa tendência, como acontece há tempos.
Outro fator que colabora para a manutenção dos atuais vereadores por pelo menos mais quatro anos, além da estrutura que o próprio mandato proporciona - como assessores e estrutura de seus gabinetes - é a falta do surgimento de novas lideranças políticas com respaldo e estrutura financeira para custear as caras campanhas eleitorais, além também, claro, do tal voto, detalhe fundamental em uma carreira política bem sucedida.
Como todos, ou a maioria, dos atuais vereadores devem se recandidatar, deve sobrar pouco ou nenhum espaço para o surgimento de novos vereadores e, com isso, já começa a luta pela conquista dos votos dos atuais detentores de mandatos, visto por muitos como o único meio para conquistar uma cadeira no Parlamento Municipal, pois dessa forma os novos eliminariam um dos atuais ocupantes de mandato e poderiam dessa forma ocupar essa mesma vaga, já que a conquista de votos novos é mais complicada e exige mais tempo e dedicação.
Para os atuais parlamentares, que já largam com grande vantagem sobre os sem-mandato, resta burlar o enorme desgaste que toda a classe política enfrenta, além de desgastes enfrentados pelos nosso edis locais que ficaram mau resolvidos, como a questão da polêmica verba indenizatória e outros assuntos, coisas que os mais experientes devem tirar de letra.
De qualquer forma, o Buxixo entende que a atual legislatura não é de todo ruim e os vereadores contam com o crédito de terem devolvido alguns milhões de reais para o Executivo, mesmo com o significativo aumento do número de vereadores, que saltaram de 12 para 21, coisa que não acontecia antes e todo o dinheiro era 'usado' no Parlamento.
Vamos acompanhar!...