EM RONDONÓPOLIS

“Estelionato é o crime que mais faz vítimas na web”, afirma delegado

Policial disse em entrevista que a denúncia é essencial

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06 de Janeiro de 2017, 07h13

“Estelionato é o crime que mais faz vítimas na web”, afirma delegado
“Estelionato é o crime que mais faz vítimas na web”, afirma delegado

Com o avanço da tecnologia, muitas pessoas acabam sendo vítimas de crimes virtuais e, essa realidade está presente em Rondonópolis. Segundo o Delegado Coordenador do Núcleo de Inteligência da Polícia Judiciária Civil (PJC), Gustavo Colognesi Belão, os crimes que mais acontecem via web no município são: estelionato, pornografia infantil e crime contra a honra [calúnia, difamação e injúria].

Como citado acima, o estelionato faz bastantes vítimas devido à ingenuidade das pessoas. “Muita gente vê diversos anúncios disponibilizados na internet, como vendas de eletrônicos, de carros e acabam fazendo as compras, efetuando pagamentos e em seguida percebendo que caiu num golpe", explicou Belão.

Delegado Coordenador do Núcleo de Inteligência da PJC. Foto: Luan Dourado/ GazetaMTO que para alguns não passa de um divertimento, para outros é a porta de entrada para vitimar alguém e, esses criminosos usam o "anonimato" das redes sociais para cometer delitos.  "Infelizmente, o Facebook é bem propício para esses tipos de crimes. A calúnia é um deles e quem vai apurar isso é a 1º Delegacia de Polícia", disse Belão.

Ainda segundo o delegado, não se pode traçar um perfil desses criminosos. "Nós sabemos que a pessoa precisa ter facilidade e conhecimento um pouco a mais do normal para poder realizar este tipo de ação. Acredita-se que este público tenha de 20 a 30", disse.

Para que a investigação obtenha êxito, Belão afirma que ela precisa ser mais lenta porque existe dificuldade em chegar ao autor devido à ocultação de identidade. "Hoje existem diversos programas que maqueiam o IP da máquina e muitas das vezes o cadastro dele é de outro país, mas a pessoa está no Brasil e, por isso, é mais trabalhoso e demanda tempo", explicou.

Ao mesmo tempo em que a internet tem pontos negativos, Belão acredita que existe também o lado bom. "Para não cair nos golpes cibernéticos, é necessário fazer pesquisas antes de realizar a compra. Facilmente as pessoas ficam sabendo de diversos sites onde diz se a empresa é confiável ou não. A orientação da polícia é comprar em páginas conhecidas porque senão o barato acaba saindo caro", disse.

ELABORAÇÃO DO BOLETIM DE OCORRÊNCIA

A partir do momento em que foi vítima, é necessário procurar uma delegacia de polícia e registrar o Boletim de Ocorrência. Gustavo disse ainda que "a denúncia é essencial e que o próprio sigilo da pessoa e do boletim é sempre preservado", relatou.

PORNOGRAFIA INFANTIL

Hoje, as crianças têm acesso à internet e sem dúvida nenhuma, a vigilância dos pais é a melhor forma de prevenir. “É necessário vigiar o tempo todo. Vale destacar que existem diversos programas que impedem as crianças de acessarem conteúdos pornográficos. Se os pais instalarem isso nas máquinas, será melhor ainda", contou Belão.

PREJUÍZO PARA O BRASIL

Um relatório divulgado pela Symantec mostra que o cibercrime ainda é um problema grave no Brasil e que precisa ser combatido, principalmente se o país não quiser ter tantas vítimas como em 2016. De acordo com os especialistas, 42,4 milhões de pessoas sofreram com golpes aplicados pela internet no Brasil no ano passado. Essa enormidade de vítimas acabou gerando um prejuízo de US$ 10,3 bilhões.