stf

De olho na sucessão, Rodrigo Maia nega retaliação após eleição

O presidente da Casa diz que seu objetivo é manter o ambiente menos radicalizado e sem conflitos pessoais

por GazetaMT

06 de Janeiro de 2017, 13h42

De olho na sucessão, Rodrigo Maia nega retaliação após eleição
De olho na sucessão, Rodrigo Maia nega retaliação após eleição

O presidente da Câmara e candidato à reeleição no cargo, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se mostrou orgulhoso ao ser citado pelo colega Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) como o presidente que não criou "patota" na Casa. "Acho que esse é o caminho: não restringir o poder a poucos e distribuir o poder", afirmou.

Mesmo sem formalizar sua candidatura, Maia destacou que não haverá retaliação a ninguém no dia seguinte ao processo eleitoral na Câmara. "Retaliar não é democrático", justificou. O deputado lembrou que logo que foi eleito presidente da Casa partilhou o poder com todos. Ao ser questionado sobre a acusação de que estaria oferecendo cargos no governo em troca de apoio à sua recondução, Maia ignorou a pergunta.

Harmonia

O presidente da Câmara disse que seu objetivo é manter a harmonia e o ambiente menos radicalizado criado em sua gestão, "sem conflitos pessoais" entre os parlamentares durante as votações em plenário e com respeito à oposição. Maia sucedeu na presidência o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso, que ficou marcado no Congresso como um parlamentar que tinha um grupo político forte e não poupava seus adversários.

Para Maia, o Supremo Tribunal Federal (STF) não deve interferir no processo eleitoral interno. Em sua avaliação, a escolha do presidente do próximo biênio deve se restringir ao campo político e deve ser capaz de fortalecer a instituição.

O deputado voltou a repetir que ainda está "amadurecendo" sua candidatura, mas defendeu o direito de disputar um segundo mandato para o comando da Câmara. Ele enfatizou que a restrição para disputa do cargo é da época da ditadura militar.