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Rogério Salles defende choque de gestão e diminuição do número de secretarias

Para ele, o número ideal de secretarias deverá ficar limitadas a nove ou dez, contra as quinze existentes no momento

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06 de Novembro de 2012, 16h25

Rogério Salles defende choque de gestão e diminuição do número de secretarias
Rogério Salles defende choque de gestão e diminuição do número de secretarias

O vice-prefeito eleito de Rondonópolis, José Rogério Salles (PSDB), deve ser o homem forte e braço direito do prefeito eleito Percival Muniz (PPS) em sua administreação, respondendo por toda a gestão da máquina pública, enquanto o prefeito faria o trabalho político e correria atrás de convênios e parcerias. A ideia foi defendida largamente durante a campanha eleitoral pelo prefeito eleito, que afirmava que o eleitor que votasse em si, ao invés de um, levaria dois prefeitos.

Passado um mês da eleição, a reportagem do GazetaMT conversou com o vice-prefeito para saber mais sobre o período de transição e de suas expectativas a respeito da futura gestão.

Transição - "Quem decide quando ela começa e quem vai participar da equipe é o prefeito, mas já mantive contatos com as secretárias municipais de Educação e Saúde, além dos presidentes da Coder e do Sanear e todos se mostraram abertos e receptivos", disse Rogério Salles.

Além do próprio Rogério Salles, o outro nome que deve fazer parte da equipe de transição é o do ex-secretário de governo e administração, Themis Oliveira, que já participou das primeiras gestões de Percival Muniz na Prefeitura. A comissão de transição, que será nomeada por decreto municipal, terá seis membros, sendo três indicados pelo atual prefeito e três indicados pelo futuro prefeito.

Enxugamento da máquina  - Rogério reiterou a defesa do  "choque de gestão", também anunciado pelo prefeito eleito, com o objetivo de diminuir as despesas com a manutenção da máquina pública municipal, fundindo ou extinguindo algumas secretarias. "Nós queremos garantir mais eficiência na máquina pública e entendo que o que tem que existir é o serviço e não o órgão público. Não adianta ter a secretaria e não ter dinheiro para operar a máquina, como acontece hoje em dia na Prefeitura".

As mudanças que devem ser operadas na máquina administrativa são inspiradas no choque de gestão posto em prática pelo ex-governador mineiro Aécio Neves (PSDB), e consistem basicamente em gastar menos com o próprio governo e mais com o cidadão, ou seja, reduzir os recursos destinados à máquina administrativa e ampliar os investimentos destinados à investimentos na saúde, educação, segurança, infraestrutura, meio ambiente e geração de emprego e renda, entre  outras."Nós vamos trabalhar por resultados, o secretário vai assumir sabendo o orçamento que ele tem e as metas que tem que cumprir", disse Rogério Sallles - Foto GazetaMT

"Secretarias como a de Infraestrutura e a de Trânsito podem ser fundidas numa só, assim como as de Finanças, Receita e Planejamento. Outras, como a Educação e a de Promoção e Assistência Social têm que ser mantidas, pela seu tamanho e pela importância dos trabalhos que desenvolvem. Mas, na verdade, a modernização, a eficiência na gestão não tem a ver diretamente com o número de secretarias. Tem a ver com a forma como essas secretarias trabalharem dentro de um projeto, se estão afinadas entre si. O grupo que for atuar na prefeitura tem que ser uma equipe", defendeu o vice.

 Para ele, o número ideal de secretarias deverá ficar limitadas a nove ou dez, contra as quinze existentes no momento. "Para a Prefeitura funcionar bem, não precisamos mais que isso. Nós vamos trabalhar por resultados, o secretário vai assumir sabendo o orçamento que terá e as metas que precisará cumprir. Se ele não atingir os indicadores, vai ter que se explicar e, caso não tenha competência apra ocupar o cargo, será substituído", resumiu Salles.

 Concurso público - O vice-prefeito eleito classificou como "irresponsável" a iniciativa da prefeitura de realizar o concurso público para o preenchimento de 1.025 vagas no serviço público municipal ainda este ano. "Essa tentativa de fazer esse concurso no afogadilho, assim de uma hora para outra, é no mínimo uma irresponsabilidade. Estão sendo feitas alterações no PCCS e na estrutura do funcionalismo sem um estudo, sem conversar com a sociedade. Quem me garante que o número de funcionários que a Prefeitura tem são esses apresentados", questionou.