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Em curso do Gefron, alunos aprendem a identificar veículos roubados
Em sala de aula, os 38 militares aprenderam como analisar e autenticar os documentos veiculares
06 de Novembro de 2016, 07h05
Trocar automóveis e motocicletas roubadas ou furtadas por drogas na Bolívia é uma estratégia muito utilizada por quadrilhas de traficantes que atuam em Mato Grosso. Para tentar enganar a fiscalização, os criminosos alteram placas, documentos e até a numeração do chassi dos veículos.
O combate às fraudes veicular e documental foi o tema da aula ministrada nesta sexta-feira (04.11) aos 39 participantes do Curso de Policiamento de Fronteira (CPfron). Realizada em Porto Esperidião e Cáceres, a capacitação forma novos policiais que irão reforçar o efetivo do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron).
Em sala de aula, os 38 militares aprenderam como analisar e autenticar os documentos veiculares, tais como Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Foram apresentados, ainda, os detalhes das placas, do chassi dos automóveis e, por meio de ilustrações, como as fraudes costumam ocorrer. Na parte prática, os alunos vistoriaram veículos estacionados no pátio da Base do Gefron.
O professor da disciplina foi o delegado da Polícia Judiciária Civil, Wilson Souza Santos. Segundo ele, o policial deve ficar atento à autenticidade dos dígitos identificadores (letras e números do chassi, placa e a identificação do motor).
“Os dígitos identificadores possuem elementos que permitem apurar a autenticidade da documentação do veículo. Se eles não são autênticos, o policial deve encaminhar o veículo à uma delegacia de polícia”, disse. Santos disse que a capacitação dos policiais de fronteira é imprescindível para a identificação das fraudes. “É preciso desenvolver expertise nessa área”, afirmou.
Aluno do curso, o 2º tenente PM Victor dos Santos Feliciani, avaliou positivamente o conteúdo apresentado. “Aprendemos a identificar uma placa adulterada, se o veículo tem algum sinal de alteração no chassi, número do motor ou se a carteira de habilitação é verdadeira ou falsa”, disse.
Crime organizado
Mulas humanas, pessoas que carregam drogas em alguma parte do corpo e até o uso de aeronave para o arremesso do entorpecente são algumas formas de atuação das quadrilhas que atuam na região de fronteira.
“Estamos preparando os policiais para combater esse e outras formas de atuação dos criminosos”, disse o sargento PM Gilberto Maciel, professor e policial do Gefron. Os alunos aprenderam a agir nas abordagens de rotina, de modo a identificar um membro de uma organização criminosa.
“É importante que o policial saiba identificar quem é um cidadão da região e quem é um membro de organização criminosa”, disse o sargento.