URBANA/RURAL

Audiência pública vai discutir regularização fundiária

IBGE aponta que 60% das áreas urbanas em Mato Grosso não possuem títulos

por GazetaMT

06 de Novembro de 2016, 13h00

Audiência pública vai discutir regularização fundiária
Audiência pública vai discutir regularização fundiária

Está marcada para a próxima terça-feira (8), às 9 horas, uma audiência pública para debater a regularização fundiária urbana e rural em Mato Grosso. A reunião será realizada no auditório Milton Figueiredo da Assembleia Legislativa.

De acordo com o deputado José Carlos do Pátio (SD), autor da audiência pública, o último censo realizado em 2016 pelo IBGE aponta que 60% das áreas urbanas não possuem títulos, acarretando problemas aos proprietários porque os imóveis não têm documentos. “Essa situação de insegurança jurídica que aflige o cidadão e atrapalha o desenvolvimento do estado”, diz Pátio.

Em Mato Grosso existem, de acordo dados da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) de 2015, cerca de 1.372 comunidades tradicionais (pequenos produtores) e 751 assentamentos (área devolutas ou compradas pela União ou pelo Estado). Essas propriedades abrigam um total de 104.346 famílias.

Os assentamentos apresentam normalmente dois tipos de irregularidade fundiária: a irregularidade dominial (o possuidor ocupa uma terra pública ou privada sem qualquer título que dê garantia jurídica sobre essa posse) e a urbanística e ambiental (quando o parcelamento não está de acordo com a legislação urbanística e ambiental e não foi devidamente licenciado).

Ainda de acordo com a pesquisa da Empaer, a Grande Cuiabá é a região que apresenta o maior número de assentamentos: o total de 167, abrigando 10.859 famílias. Já a região que possui o maior número de comunidades tradicionais é o polo de Alta Floresta com 312 propriedades, abrigando 10.244 famílias.

Para a audiência pública foram convidadas as seguintes autoridades: o presidente do Incra, Leonardo Góes Silva; o secretário especial de Estado da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Ramos Roseno; o governador Pedro Taques (PSDB); o presidente do Intermat, Fausto José Freitas da Silva; o presidente da Femab, Walter Arruda, representantes do Ministério Público e demais autoridades de Brasília.