GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Acusados de grampear políticos e jornalistas devem ser julgados esta semana

O julgamento deve ser continuado nos dois dias seguintes, quinta-feira (7) e sexta-feira (8), com início às 13h30.

por Estevan de Melo

06 de Novembro de 2019, 07h25

Acusados de grampear políticos e jornalistas devem ser julgados esta semana
Acusados de grampear políticos e jornalistas devem ser julgados esta semana

Reprodução

Os acusados de participar de um esquema que grampeou centenas de pessoas, entre elas políticos e jornalistas começam a ser julgados nesta quarta-feira (06), pela 11ª Vara Criminal Especializada Justiça Militar, em Cuiabá.

Os réus nesta ação são os coronéis da Polícia Militar Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, o tenente coronel Januário Batista e o cabo Gerson Correa Júnior.

O julgamento deve ser continuado nos dois dias seguintes, quinta-feira (7) e sexta-feira (8), com início às 13h30.

Em 2017, os cinco militares foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação.

Relembre o escândalo dos grampos   

Por meio de uma reportagem no programa Fantástico, da Rede Globo, que foi ao ar em 2017, revelou que a Polícia Militar de Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular centenas de pessoas, entre elas políticos, jornalistas, médicos e advogados.

Segundo as investigações, os alvos dos grampos eram sempre adversários políticos do ex-governador Pedro Taques. As interceptações telefônicas teriam começado no ano de 2014.

Os grampos foram obtidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso a telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.

Por diversas vezes, os coronéis afirmaram em seus depoimentos que as ordens para a realização das interceptações ilegais partiram do ex-governador e de seu primo ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques.