Ex-presidente da Câmara disse que renunciará mandato caso fique provado corrupção na Casa

O vereador rebateu as acusações de ter superfaturado em 100% as obras de reforma da Câmara

por CRISTINA CAVALEIRO

06 de Dezembro de 2011, 14h18

Ex-presidente da Câmara disse que renunciará mandato caso fique provado corrupção na Casa
Ex-presidente da Câmara disse que renunciará mandato caso fique provado corrupção na Casa

O vereador por Cuiabá e ex-presidente da Câmara da Capital , Deucimar Silva (PP), afirmou durante a  sessão desta terça-feira que irá renunciar ao seu mandato parlamentar caso fique provado que cometeu algum ato de corrupção durante os dois anos em que presidiu o Legislativo do município. O vereador  rebateu as acusações de ter superfaturado em 100% as obras de reforma da Câmara, o que gerou a reprovação de suas contas no Tribunal de Contas do Estado e condenação para devolver R$ 1,2 milhão aos cofres públicos.

"Se ficar provado que lesei os cofres públicos desta casa de Leis serei o primeiro a renunciar", disse o vereador. Bastante exaltado ao utilizar a tribuna da Câmara, o pepista destacou que sua gestão foi um "exemplo" de moralidade na Câmara. Ele citou que regularizou os salários dos servidores, mobiliou os gabinetes e combateu duramente a corrupção no legislativo.

Em relação as contas reprovadas pelo TCE, o vereador disse  que a responsabilidade pelo orçamento da obra de reforma foi elaborado pela Secretaria de Habitação de Cuiabá. "Será que um termo de cooperação com um órgão da prefeitura municipal não significa nada", indagou.

O parlamentar  deverá passar por uma Comissão Processante que poderá condená-lo até a perda do mandato. O ex-presidente foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado a ressarcir R$ 1,2 milhão aos cofres públicos pelo superfaturamento das obras de reforma do prédio da Câmara.

A Câmara foi provocada a investigar o ex-presidente por meio de um requerimento apresentado pelo ex-vereador Ralf Leite (PRTB). Ele cita que a condenação imposta pelo Tribunal de Contas enseja a cassação do vereador. O requerimento será analisado ainda na sessão desta terça-feira vários vereadores já sinalizaram votar a favor da investigação.