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Pedra Preta: CPI encerra trabalhos e relatório inocentando prefeita deve ser votado na segunda (9)
Segundo o relator da CPI, o vereador Fábio Trindade, o relatório concluiu que não houve culpa da prefeita e não há motivos para cassação
06 de Dezembro de 2013, 11h08
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) montada pelos vereadores da cidade vizinha de Pedra Preta para apurar supostos atos de improbidade administrativa da prefeita Mariledi Araújo Coelho (PDT) concluiu seus trabalhos e o relatório final produzido pela Comissão já foi protocolado na Câmara ainda na quinta-feira, 5. Segundo o relator da CPI, o vereador Fábio Trindade (PP), o relatório concluiu que não houve culpa da prefeita nos fatos denunciados e entende que não existem motivos para cassar Mariledi.
"Nós baseamos a nossa conclusão no princípio da razoabilidade, apesar de entendermos que existiram os erros, mas em sua maioria foram erros dos secretários, nos casos dos relatórios que não foram enviados para a Câmara e, no caso do uso da máquina, o próprio Ministério Público já arquivou o processo e nós tivemos o entendimento de que não houve benefício para particulares", informou.
Agora, o relatório final da CPI deve entrar na pauta e ser votado na próxima sessão do Legislativo, que acontece na noite da segunda-feira, 9. "Todos nós podemos constatar que houve falhas, mas nada que justificaria a cassação da prefeita eleita pelo povo para comandar a cidade. O que esperamos que todos entendam é que esse é o trabalho do vereador: houve uma denúncia de um cidadão e era nosso papel apurar se havia fundamento nela. Não houve nenhuma crise institucional", apontou o vereador, enfatizando que a relação entre o Executivo e o Legislativo não foi abalada pela investigação.
"Eu sou da base da prefeita aqui na Câmara, mas nós temos a obrigação de investigar todas as denúncias formuladas corretamente pelos cidadãos da cidade, independente de sermos da base ou da oposição à prefeita. Durante o ano, aprovamos praticamente todos os projetos do Executivo e os dois únicos que não foram aprovados foi por falhas na elaboração dos projetos. Eu acredito que nosso relatório também deva ser aprovado pela unanimidade dos vereadores", concluiu.
A CPI foi instaurada no último dia 2 de setembro, tendo como base uma denúncia foi feita pelo morador Itieli Aparecido de Lima, que acusou Mariledi Coelho de não enviar à Câmara o balancete mensal com a prestação de contas da prefeitrua, conforme determina a Lei Orgânica do Município, além de ter usado máquinas da Prefeitura numa área privada localizada na lateral da BR-364, na entrada da cidade.
A presidente da CPI foi a vereadora Maria da Cruz, tendo como relator Fábio Trindade e Valteir Gomes, como membro. Eles tiveram o prazo de 90 dias para realizarem as investigações e oitivas, prazo que se esgota na próxima segunda, data em que possivelmente o relatório final de seu trabalho deve ser votado pelos vereadores.